#3 dicas de como melhorar nossa autoconfiança utilizando nossa linguagem corporal

Analisando os dados estatísticos desse blog, vi que o post mais lido de todos era o: 6 dicas para lidar com pessoas que duvidam da sua capacidade de ser bem sucedido. Percebi que a procura por esse post ou por assuntos relacionados a isso, não é uma questão externa e sim muito mais interna. Explico.

Quando achamos que existe alguém que tem dúvidas de nossa capacidade, isso com certeza, está nos afetando. Mas, isso só é um problema, não porque o outro está duvidando de você, mas porque nós mesmos não temos uma confiança suficiente para sermos “poderosos” e termos atitude de desenvolver nossos projetos pessoais e profissionais. Não estamos presente naquela ação, não existe uma integração – corpo + mente + atitude.

Esse medo do que o outro acha de nós mesmo e o quanto isso no atrapalha, é a soma de um conjunto de reações psicológicas, físicas e fisiológicas. Quando nosso corpo produz mais cortisol do que testosterona, nos sentimos menos poderosos e menos confiantes, consequentemente nosso nível de estresse aumenta. Quando isso acontece, não conseguimos ser pessoas confiantes, deixando muitas vezes nossa verdadeira capacidade oculta. Como mudar isso? Simples, de acordo com uma psicóloga e pesquisadora de Harvard, chamada Ammy Cuddy.

Cuddy, tem uma palestra em um Ted Talks, que deveria ter sua veiculação expandida a todos os canais abertos do mundo, sério, não estou exagerando. O estudo dela é tão profundo e transformador, que  merece ser compartilhado a todo mundo. Se você ainda não conhece o vídeo, clique aqui para assisti-lo.

Basicamente ela diz que nossa linguagem corporal afeta em muita nossa presença, e nossa presença, influi no resultado de nossa autoconfiança. Você deve estar se perguntando como melhorar nossa confiança, então sem mais delongas, algumas dicas, extraídas da palestra e do livro dela intitulado: O Poder da presença.

#Dica 1 – Postura

Antes de qualquer evento em que você precise diminuir seu nível de estresse e aumentar seu nível de poder, pratique poses de poder. Iguais as fotos abaixo:

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Mão na cintura, postura ereta e olhar altivo. Pratique isso por 2 minutos, e seu nível de cortisol terá diminuído e seu nível de testosterona aumentando, sua autoconfiança terá aumentado e bingo, seu desempenho será muito melhor.

#Dica 2 – Cutucão

Pense em quais os autocutucões que você pode se dar, para se pensar em si mesmo como uma pessoa melhor. Nos podemos modificar nosso futuro modificando nossa interação com o presente, de forma lenta e gradual. Se você tem medo de falar em público, ao invés de se fechar e nunca tentar falar em público, vá tentando gradualmente falar com mais pessoas, até conseguir falar com um público considerável. Pense em quais objetivos você não alcança por uma limitação criada na sua cabeça e como você pode criar pequenos estratagemas (ou cutucões) para vencer isso dia-a-dia.

#Dica 3 – Finja até conseguir

Essa dica é fácil, se você quer ser um ótimo professor por exemplo, comece a agir como um… se vista como um, fale como um, analise uma pessoa desse setor que você tenha identificação e admire e comece a imita-lo. Mesmo que no começo você pisa na bola e se decepcione, mas finja que você é aquela pessoa que você quer ser tornar… até que você não precise mais fingir e se torne um.

A própria Ammy Cuddy, deu inicio a essa pesquisa, porque ela tinha uma série de dificuldades, principalmente em relação a autoestima, ela não se achava capaz e se achava inferior a seus colegas. Isso foi o start da pesquisa, hoje ela é Professora em Harvard e tem um dos Ted Talks mais vistos do mundo. Comprovação de que o estudo não é cienticifismo, mas funciona.

O que fazer para aproveitar as oportunidades de negócio

O que você pode fazer para aproveitar melhor as oportunidades de negócio? Pergunta bem capciosa.

A resposta inicial é, enxergá-las. Manter a mente aguçada para poder enxergar é um treino que exige disciplina e entender que uma mente voltada para questionamentos é mais importante do que ter as respostas prontas para tudo, é essencial.

Para exemplificar melhor, segue um caso real.

Mais de uma década atrás, um estudante da universidade de Harvard convidou cinco pessoas para uma discussão de oportunidade de negócios.

Somente duas dessas cinco pessoas apareceram. Essas pessoas eram: Dunstin Moskovitz (que tem um fortuna decorrente dessa ideia avaliada em U$$9.9 Bi) e Eduardo Saverin (U$$5.8 Bi) e o estudante que os convidou, é óbvio, foi Mark Zuckberg, que tem um fortuna estimada em U$$35.7 Bi.

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Fonte: Forbes

 

Eu imagino como essas três pessoas que resolveram não participar, se arrependem daquela fatídica noite. Não deve ser pouco.

Pense na quantidade de momentos que poderíamos ter tido um insight de transformar uma conversa ou a resolução de um problema em um potencial negócio e a deixamos passar.

Lição aprendida: Não há nada mais caro do que uma mente fechada. Se você quer algo que você nunca teve, faça algo que você nunca fez.

Porque perseguir a felicidade pode te fazer se sentir mais infeliz

A sugestão de que todos deveriam se sentir feliz o tempo todo parece estar emergindo como um novo fenômeno na cultura pop. Filmes, livros e letras musicais enviam mensagens (Veja só o rock todo feliz do Coldplay nos últimos anos, ante as letras melancólicas dos anos passados) que dizem: “Você merece ser feliz.” Porém, pesquisas mostram que perseguir a felicidade pode realmente fazer você se sentir pior.

Because  i´m happy...
Because i´m happy…

O paradoxo Felicidade

Embora existam inúmeros livros, sites, e pessoas, que se oferecem para das conselhos sobre a forma de alcançar os níveis ideais de felicidade, o caminho exato de como chegar lá permanece um pouco nebuloso. Na verdade, a maioria das pessoas fazem suposições incorretas sobre o que vai fazer com que se sintam felizes. Estas previsões incorretas levam as pessoas pela trilha errada, e elas acabam não encontrando a felicidade com facilidade que ela é demonstrada.

Às vezes as pessoas supõem incorretamente que ter filhos, conseguir um novo emprego, ou ter o seu próprio negócio, vai faze-las aumentar automaticamente o nível de felicidade. Mas, muitas vezes, essas mudanças não resultam no aumento da felicidade que as pessoas esperam. Quando as tentativas de aumentar a felicidade falham, isso pode deixar as pessoas se sentindo mais infeliz do que nunca.

Tomemos por exemplo uma pessoa que pensa que mais dinheiro será igual a mais felicidade. Se ele já tem um salário “decente”, um pequeno aumento não irá ajudar. Na verdade, US$ 75.000,00 anuais  parece ser o ponto de referência para a felicidade, de acordo com pesquisa da Woodrow Wilson School da Universidade de Princeton.  Não importa o quanto mais você ganhar além dessa marca, eles não contribuirão para o aumento da sua felicidade. Assim, uma pessoa que trabalha duro para ganhar um pequeno aumento pode ser muito decepcionado quando esse aumento não entregar o impulso esperado, em felicidade, e ele pode se tornar ainda mais infeliz do que antes.

 

As chaves para a felicidade

O que você pode fazer se você quiser aumentar a sua felicidade? Bem, o que a maioria das pesquisas parecem concordar é que comportamento pró-social aumenta a felicidade. Ganhar mais dinheiro pode não te fazer mais feliz, agora, fazer doações desse dinheiro, pode.

Fazer boas ações pode sair pela culatra se você vai fazer sobre isso da maneira errada. A mais recente pesquisa da felicidade, da Universidade Stanford, da Universidade de Houston, e Harvard Business School mostra que, para alcançar um aumento da felicidade, as pessoas precisam estabelecer metas atingíveis destinadas a ajudar outras pessoas. Quando esses objetivos são alcançados, a felicidade aumenta para o doador e, claro, muito mais para o receptor .

Aqui estão alguns exemplos de metas pró-sociais concretas e viáveis ​​:

-Em vez de dizer que você quer fazer alguém feliz, diga que você quer fazer alguém rir. Parece questão semântica, mas, fazer alguém rir, é muito mais mensurável e alcançável do que fazer alguém feliz;

-Ao invés de dizer que você vai ajudar os menos afortunados, doar cestas básicas para alguém a cada mês;

-Substitua o mudar o mundo para visitar um Lar de idosos uma vez por mês.

Criar metas atingíveis ajuda a estabelecer expectativas razoáveis ​​para a quantidade de felicidade que você vai experimentar quando o objetivo é alcançado. Tentar fazer do mundo um lugar melhor, um pequeno passo de cada vez, pode fazer seu medidor de felicidade subir, tanto, ou mais do que ter metas egoístas.

 

Fontes:

http://content.time.com/time/magazine/article/0,9171,2019628,00.html

http://faculty-gsb.stanford.edu/aaker/documents/GettingMostOutGiving.pdf

http://www.forbes.com/colleges/stanford-university/

http://www.forbes.com/colleges/university-of-houston/

http://www.forbes.com/colleges/harvard-university/harvard-business-school/

Lemann, o empreendedor mais rico do Brasil

A pouco tempo, escrevi um artigo aqui neste blog, onde falava da importância de ter boas referências para podermos nós tornamos, se não igual, próximos a ela. Jorge Paulo Lemann é uma delas.

 

Só faltou acrescentar a Heinz!
Só faltou acrescentar a Heinz!

Bacharel em artes e ciências pela Harvard University, quando recém formado, atuou como colunista financeira do Jornal do Brasil e como corretor de ações. Hoje, com 73 anos, é o homem mais rico do Brasil e o 33º do mundo, segundo a Forbes. Tem uma fortuna avaliada em US$18 bi. Sua fortuna, vem de grande parte da Anheuser-Busch InBev, a maior fábrica-distribuidora de cervejas do mundo, tendo mais de 200 marcas em seu portfolio, entre elas: Budweiser, Stella Artois, Bud Light, Skol, Brahma e Quilmes.

O primeiro grande sucesso de Lemmann, foi com o banco de investimento chamado, Banco Garantia,  fundado em 1971 e vendido em 1998 para o Credit Suisse First Boston, por US$675 milhões. Em 2010, juntos com seus sócios, ele comprou a Burger King (umas das principais redes de fast food do E.U.A), em fevereiro de 2013 ele comprou a marca de molho de tomate americana, famosa no mundo todo: Heinz. Acho que os norte-americanos não estão felizes tendo um brasileiro como principal acionista de marcas que são quase símbolos deles.

Por seu faro de negócios, é chamado de “Buffett brasileiro”, Jorge Lemann parece não perder o apetite por aquisições de grandes marcas e bons negócios. Não mesmo. Essa semana, ele adquiriu a marca de sorvetes brasileira, Dilleto. Com apenas 5 anos de mercado, mas com um franco crescimento, ele resolveu adquiri-lá para, quem sabe, transformar a Dilleto na Haagen Dazs “brasileira”.

Como eu disse, Lemann pode ser uma referência de empreendedorismo. Trabalhou, investiu e investe em áreas diferentes, sempre que farejava um novo negócios, aí está ele. Adquiriu conhecimentos, e não ficou por aí, aplicou-os. Teve paciência, esperou o momento certo para adquirir as marcas mundias importantes… Quer mais empreendedor que isso? Observe e aprenda.

 

[Review] “Como chegar ao sim”

Terceiro livro lido esse ano, e mais um comentário para vocês!

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Como chegar ao sim, este é o nome do livro. Ele é muito mais um curso do que um livro. O conteúdo é tão bom, que deve ser estudado e não, lido.

Negociamos o tempo todo, seja um aumento salarial, o porque de investir em nossa idéia de negócio e até mesmo a compra de um computador.

Mas, nem sempre saímos felizes em uma negociação. Por diversos motivos, entre eles o fato de não termos estratégias e desconhecermos os métodos de negociação.

Roger Fischer, William Ury e Bruce Patton são professores da Escola de Direito de Harvard, tem longa experiência em todo tipo de negociação, seja de pessoas com pessoas, empresas com pessoas ou até países com países… Decidiram escrever esse livro para partilharem seu conhecimento na área.

Inicialmente, eles criaram um estudo sobre negociação, que evolui para “O projeto se negociação em Harvard”, que mais tarde se tornou o livro em questão.

O livro se divide em 5 capítulos, sendo eles: I – O problema, II – O método, III – Sim, mas…, IV – Conclusão e V – 10 perguntas para chegar ao sim.

No primeiro capítulo, somos apresentados aos grandes problemas da negociação. “Barganhar posições” é um deles, significa, duas pessoas negociando, cada uma se apega a sua posição, sem entender o outro lado, e vão fazendo concessões, o mais fraco acaba cedendo, fazendo com que ele saia prejudicado. Esse tipo de negociação, “deixa de atender aos critérios básicos de produzir um acordo sensato, de modo eficiente e amistoso.”

Aqui, já existem alguma orientações. Vejamos, O autor diz para “ser afável com as pessoas e duro com o problema. Em seguida ele nos diz, “pense na negociação dividindo-a em 4 pilares: pessoas, interesses, opções e critérios”.

Quando ele diz Pessoas , ele quer dizer para separamos as pessoas do problema.

Interesses , concentre-se nos interesses e não nas posições…

Opções , crie uma variedade de possibilidades antes de decidir o que fazer.

Critérios, insista em que o resultado seja pautado por algum padrão objetivo.

Resumidamente, com estas orientações iniciais, os autores querem que fiquemos concentrados nos interesses e não nas posições, porque elas sempre resultam em acordos sensatos. Isso faz com que se chegue gradativamente numa decisão conjunta(decisão tomada por ambos os lados!).

Separar as pessoas dos problemas permite ter mais empatia com o outro negociador, possibilitando uma discussão amigável.

Vamos dividir o post em 2 partes. Postaremos o restante na seqüência. Esperamos que essa primeira parte tenha sido clara, se surgirem dúvidas, contate-nos nos comentários.