Destaque

Empreendedorismo: menos Bla Bla e mais ação

O que é ser empreendedor?

Certamente, você já ouviu muito essa palavra ao longo de sua vida. Mas, você já parou para pensar no significado da mesma?

Vamos começar dando uma olhada no dicionário para encontrar um significado:

“É a disposição para identificar problemas e oportunidades e investir recursos e competências na criação de um negócio, projeto ou movimento que seja capaz de alavancar mudanças e gerar um impacto positivo.”

Basicamente, podemos dizer que o empreendedor é um inquieto, que tem coragem para tirar as ideias da cabeça e coloca-las em ação, sempre a procura da geração de um impacto positivo. Com essa definição em mente, pode-se entender que o empreendedor, não é somente um empresário, alguém que decida por abrir uma empresa, ele pode ser também um funcionário; porém, vai ser aquele funcionário que sempre irá se destacar, fazendo o que a maioria não faz.

Se formos buscar o significado ao longo do tempo, vamos encontrar algumas peculiaridades. Por exemplo, nos anos 2000 aqui no Brasil se olhássemos um dicionário, não encontraríamos essa palavra. Mas, isso quer dizer que não existia empreendedorismo no Brasil? muito pelo contrário. Existia, e muito. Mas, o termo é que não era muito comum.

O termo “empreendedor – empreendedorismo” remonta ao Século XVII, na França e ele era ligado a expedições militares e significava: assumir empreitada que exigia esforço e muito empenho.

 

Image 09-11-17 at 20.59

O economista austríaco Joseph A. Schumpeter, no livro “Capitalismo, socialismo e democracia”, publicado em 1942, associa o empreendedor ao desenvolvimento econômico.Segundo ele, o sistema capitalista tem como característica inerente, uma força que ele denomina de processo de destruição criativa, fundamentando-se no princípio que reside no desenvolvimento de novos produtos, novos métodos de produção e novos mercados; em síntese, trata-se de destruir o velho para se criar o novo.Pela definição de Schumpeter, o agente básico desse processo de destruição criativa está na figura do que ele denominou de empreendedor.

Somente após os anos 2000 é que esse termo começou a ficar mais falado no mundo dos negócios porque as empresas de tecnologia começaram a prosperar e desse modo, ser empresário começou a ser visto como uma opção de carreira, tanto no mundo offline quando no online.

Empreendedores questionam a realidade e fazem acontecer a evolução todos os dias, em todas as partes do Brasil e do mundo. Ao inovar e solucionar problemas de outras pessoas, de outras empresas ou de toda a sociedade, um empreendedor e seu novo negócio promovem um grande desenvolvimento.

O empreendedorismo pode estar latente ou manifestado de diferentes formas.

Há pessoas com um forte espírito empreendedor que o exercem em diferentes lugares e situações: em casa, quando decidem fazer uma reforma que otimize o espaço; na empresa em que trabalham, quando um projeto precisa ser levado adiante; na vida, quando chega o momento de mudar. Há pessoas que aplicam todo esse potencial em um novo negócio – do tamanho que seja, contribuem gerando empregos para sua comunidade, gerando renda para a economia local, e solucionam uma demanda por meio da inovação. Há ainda pessoas que fazem desse negócio algo muito maior. São empreendedores de alto impacto, que transformam sonhos grandes em iniciativas de alto impacto, revolucionam seus mercados, crescem e fazem crescer, sem pegar atalhos e servindo de exemplo para gerações futuras.

Características do Empreendedor

Embora cada pessoa que decida empreender ou que seja empreendedor seja única, existem algumas características que são comuns a todas. São elas:

Otimismo: sempre ver e esperar o melhor. Sempre acreditar que vai dar certo;

Autoconfiança: o empreendedor precisa acreditar em si mesmo, em seus talentos e opiniões;

Coragem para aceitar riscos: um empreendedor precisa lidar bem com riscos;

Desejo de protagonismo: desejo de ser reconhecido, tomar as rédeas da sua vida e ser pleno;

Resiliência e perseverança: não desistem facilmente. Superam desafios e vão até o fim.

Caso queira saber se você possui essa características ou até mesmo qual seu perfil empreendedor, é só acessar o link:

https://endeavor.org.br/quiz-descubra-qual-seu-perfil-empreendedor/

Como empreender?

Nessa altura, vocês devem estar pensando, como eu faço para fazer ser um empreendedor na minha carreira? A resposta é mais simples do que imagina: empreender.

Bom, mais ou menos simples, pois empreender significa superar desafios, aprender coisas novas, ter e colocar em prática novas ideias. Isso tudo sem falar nas demandas técnicas e práticas como fazer fluxo de caixa, planejamento financeiro e de marketing, gestão de estoque e de pessoas, definição de políticas de bonificação… muitas coisas! E de áreas completamente distintas.

Enfim, se preparar para seguir a carreira empreendedora não é tão simples assim. Não há um curso de MBA que você deva fazer, que te garantirá dominar todos os conhecimentos necessários para tocar e fazer crescer um negócio lucrativo. Mas há algumas ferramentas e recursos – algumas veremos ainda hoje – que podem ajudar, por isso encorajamos que você corra atrás de se capacitar como empreendedor e como gestor!

Vamos focar a partir de agora, a ideia de criação de um negócio, então, sempre que encontrar a palavra Empreendedor, você deve entender que estamos falando de uma pessoa que está abrindo uma empresa. Te damos 7 dicas básicas para começar (e a frente, alguns exercícios para testar):

1 – Encontre pessoas que te complementem

Pense que um empreender, ao começar uma empresa precisa lidar com várias variáveis e é humanamente impossível uma pessoa ser boa em todas as funções de uma empresa. Logo, você precisa identificar seus pontos fortes e fracos, para conseguir achar pessoas que te complementem.

2 – Feito é melhor que perfeito

Não existe momento perfeito e ideias, qualquer um. Portanto, é necessário que você faça. Comece as poucos, gaste pouco, teste com seu público, só não deixe se levar pela inércia.

3 – Fale sua ideia para somente duas pessoas: “Deus e o mundo”

Quando falamos nossa ideia para essas duas “pessoas” citadas acima, você vai conseguir feedback da maioria e uma grande parte, irá querer roubar sua ideia (caso ela seja muito boa). Portanto, quando você fala a alguém, você cria um senso de urgência, para que a aplicação ocorre, antes de outros.

4 – Valide sua ideia

Depois que teve a ideia, o passo seguinte é validar com seu público alvo. Crie maneiras de testar a ideia, sempre gastando o mínimo possível. Caso você tenha interesse em realmente fazer isso, procure por metodologias como Design Thinking e Design Sprint. (No final desse texto, você vai encontrar um resumo sobre essa ideia)

5 – Agora gaste a sola do sapato

Validada a ideia com seu publico alvo, agora é hora de começar a produzir e aumentar as vendas. Tente aumentar a escala, mas ainda vá aprendendo com seus clientes. Depois que você entender como funciona a jornada do seu consumidor, é hora de passar para a próxima etapa.

6 – Estabeleça sua empresa e sempre tenha mente de principiante

Chegou a hora de investir! Abra a empresa formalmente, faça contexto, estabeleço um plano de marketing e uma plano de estratégia para os próximos anos. Lembre-se de manter uma mente de principiante, isso significa, que você entende que ainda precisa aprender e aprimorar sua ideia.

7 – Acredite, acredite e nunca desista

Menter a mente de principiante é tão necessário quanto ter fé. A vida de um empreendedor será sempre cheia de percalços que deve ser conduzido gerando o menor impacto possível na empresa. Ter fé, acreditar é uma boa maneira de convencer seus clientes que vale a pena comprar de sua empresa, como vender algo em que você não compraria/acredita?

 

 

3 – De onde vem as boas ideias?

Vamos tentar entender como cultivar “boas ideias”para melhorar as empresas ou até mesmo, uma ideia de negócio para você poder abrir uma empresa.

É quase senso-comum achar que as ideias, surjam do nada. Você acorda, sem esforço e a ideia está lá. Podemos fazer uma analogia com o surgimento de um coral de recife: por muito tempo, acreditava-se que um coral de recife, era o resultado de parte da movimentação da crosta terrestre, as placas tectônicas se moviam e nesse movimentação acabava fazendo emergir esse coral de recife.

Quando Darwin foi fazer sua celebre viagem no Beagle, ele acabou descobrindo que os recifes surgem através da sedimentação de minúsculas partículas que pairam nas aguas em determinados momentos, essa movimentação de partículas de cálcio vão causando uma aglomeração e por final, acaba surgindo o coral.

Portanto, podemos entender que as boas ideias acabam surgindo quando sabemos de um problema que temos, uma dúvida… e vamos acumulando experiências diferentes, essas experiências vão sendo acumuladas e um dia, podem acabar formando uma ideia de solução.

4 – Design Sprint

Design Sprint, Design Thinking ou Design centrado no ser humano… são terminologia que definem uma metodologia ágil, para os tempos que estamos vivendo.

Por muito tempo, a parte emocional (como design) foi separado dos negócios, em negócios/empresas o que era pregado como essencial era a parte racional. Porém, com a tecnologia + internet chegando e mudando todos os setores que conhecemos, foi necessários que as empresas começassem a prestar mais atenção no consumidor e ao mesmo tempo, ser mais ágil na tomada de decisões. As empresas de tecnologia começaram a unir design + business, começou a dar certo e hoje, muitas empresa de qualquer setores e tamanhos usam essas metodologia para poderem inovar e criar novas soluções.

Jeff Bezzos, fundador e CEO da Amazon diz “se você dobrar o número de experimentos que faz por ano, você vai dobrar a capacidade de se reinventar.”

Entendendo a estrutura do Design sprint, ele pode ser aplicado para qualquer situação, de preferencia com um grupo eclético de pessoas, de desenvolvimento de softwares, procura de soluções para alguma necessidade da empresa, à criação de uma empresa totalmente nova.

1*zTkYGTXHnlwn5_rBPA1Tkw

a) Unpack

No primeiro dia da Sprint, seu time vai exteriorizar tudo o que eles sabem sobre a ideia. A expertise normalmente está espalhada em várias cabeças diferentes, e ter certeza que todo mundo está começando alinhado é fundamental para o sucesso do programa. Desenvolvedores sabem de coisas que os designers não sabem, os stakeholders sabem de coisas que os product managers não sabem — e assim por diante. Para facilitar esse processo de “unpack”, você pode propor atividades mais específicas para o grupo (expressar a voz do consumidor, desconstruir o produto atual, definir as métricas de sucesso, etc.).

b) Sketch

No segundo dia, todo mundo rabiscando as ideias. As pessoas vão trabalhar individualmente colocando as soluções para aquele problema/ideia no papel. A ideia é conseguir colocar o máximo possível no papel, sem muita discussão em grupo no começo. Depois que todo mundo rabiscou, é hora do grupo todo ir olhando para cada um dos sketches e discutindo como aquilo poderia funcionar. No fim, existe um sistema estruturado para criticar o trabalho e votar nas melhores soluções — tudo feito muito democraticamente.

c) Decide

Na quarta-feira, vocês já terão pelo menos uma dúzia de ideias para escolherem. O que é ótimo, mas é também um problema — já que vocês não conseguem prototipar 12 ideias em um dia só. Então o objetivo do terceiro dia é simplesmente filtrar as ideias, refiná-las, e no fim do dia escolher uma única ideia que vocês irão prototipar.

d) Prototype

Quinta-feira é o dia de prototipar. É preciso ser ridiculamente produtivo, então é importante aqui escolher ferramentas de prototipagem com as quais vocês já estejam habituados a trabalhar rapidamente. Também é importante planejar todas as atividades do dia logo cedo, incluindo quem faz o quê e de que hora a que hora. A ideia é montar um protótipo daquela ideia até o fim do dia.

e) Test

Sexta-feira é dia de mostrar os protótipos para os potenciais usuários do produto, em sessões individuais. O produto é apresentado para o usuário, ele interage com algumas telas e vai dando feedback em tempo real sobre o que gosta e o que não gosta. No fim do dia vocês se reúnem para discutir o feedback que receberam dos usuários e decidir se a ideia sobrevive ou não.

 

A Ideia do Design Sprint, basicamente é testar uma ideia de negócios ou uma solução de problemas gastando o mínimo possível e testando com o real público consumidor. Uma ideia muito válida para que os empreendedores consigam um resultado rápido para a geração de soluções. Para finalizarmos esse texto, nada melhor que uma frase de um empreendedor brasileiro de alto impacto:

 

Image 09-11-17 at 20.58

 

 

Referências:

Sites:

https://brasil.uxdesign.cc/google-design-sprint-como-funciona-e-como-aplicar-no-seu-projeto-279107363659

https://endeavor.org.br/tudo-sobre/empreendedorismo/?gclid=Cj0KCQiArYDQBRDoARIsAMR8s_S_V3l8cKV8W9b02lfOhuubIRrGGtDJA2bHsVYbdkAo7Qu_uwkzE1waAnjUEALw_wcB

https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/o-que-e-ser-empreendedor,ad17080a3e107410VgnVCM1000003b74010aRCRD

Livros:

Design Sprint (Jack Knapp)

Service Startup (Tenny Pinheiro)

De onde vem as boas ideias (Steven Johnson)

O poder da presença (Amy Cuddy)

 

Anúncios

A escolha inteligente das empresas de sucesso e o que você pode aprender com elas

9baad80311b8b0446fd040192848ec4c
Quer mais globalização que isso? (Fonte: https://br.pinterest.com/pin/233976143114772596/)

Vivemos em um mundo cada vez mais acelerado e globalizado. A tecnologia está nos permitindo realizar coisas que 10 anos atrás não era possível, por exemplo, acessar a internet de qualquer lugar. Hoje todo mundo que tenha acesso a um smartphone tem acesso a internet e infinitos aplicativos, que personalizam e melhoram o uso desses aparelhos. Quanto mais o acesso a internet fica facilitado, mais globalizado fica o nosso mundo. Conseguimos nos comunicar com uma pessoa do outro lado do mundo, com a mesma rapidez com que falamos com alguém de nossa cidade. Por meio da internet, é possível comprar uma camiseta da China, que chega a um preço que compete com a loja da esquina. Tudo isso, faz com que ao termos uma boa ideia de negócios e demorarmos a coloca-la em ação, pode custar o seu sucesso.

Startup, foi um termo que surgiu nessa revolução e com esse surgimento, muitos Gurus de administração tiveram que repensar suas ideias, porque elas acabam não funcionam nesse momento que vivemos. Antes de falarmos de ideias que ficaram obsoletas, vamos definir o que é Startup:

Empreendimentos com baixos custos iniciais e altamente escaláveis, ou seja, possuem uma expectativa de crescimento muito grande quando dão certo. Algumas empresas já solidificadas no mercado e líderes em seus segmentos, como o Google, a Yahoo! e o Ebay, são um exemplo. (Fonte: Wikipédia)

Gosto de pensar em Startup como uma empresa que cria algo que não existe no mercado, algo que não tenha comparação, algo inovador e único, que precisa ficar conhecida pela maior quantidade de pessoas em um tempo pequeno, usando pouco dinheiro. Não só empresas de tecnologia são consideradas Startups, no Brasil, quando eu penso nesse termo, me vem a cabeça a Cacau Show, que cresceu rápido e transformou o ato de comer chocolate.

O primeiro conceito, ideia propagados pelos Gurus que precisou ser revista é o Plano de negócios. Muitos professores universitário de Administração, doutrinados pela teoria e com pouca prática, vão nos dizer que a primeira coisa que fazemos ao ter uma ideia de negócio é fazer um Plano de negócio. Não acho errado, mas, as vezes o plano de negócio pode matar a ideia, justamente, porque a ideia ainda não está bem desenvolvida!

Tenho exemplo na minha própria família, quando meu pai percebeu uma oportunidade de negócios, ele criou uma empresa de uma forma bem simplória e fomos adaptando a ideia conforme o tempo foi passando e o negócio foi se provando rentável. Sabe como se chama isso? “Lean Startup”, traduzindo: Startup enxuta. Ou seja, transformar a ideia em ação, aprendendo na prática, com o menor custo possível.

Então, para todos que tem uma ideia de negócios, o conselho é colocar essa ideia em prática o mais rápido possível.

bmg1

O quadro acima, serve para guiar e melhorar a ideia. Já falamos sobre esse sistema, chamado de Business Model Generation, em outro post. O plano de negócios, pode ser feito após a execução de seu negócio, para conseguir financiamento e investidores. Para você, o que importa é o negócio se provar usável e potencialmente lucrativo.

A questão é, se você não se arrepender da primeira versão de seu negócios, é porque você demorou muito para fazer o lançamento!

[REVIEW] Vale do Silício – Entenda como funciona a região mais inovadora do planeta

Esse é o meu quarto livro em 2015. Diferentemente dos outros, esse livro não foi publicado por nenhuma editora e não custou nenhum centavo. Como isso é possível?

Reinaldo Normand, escreveu o livro é ao invés de fazer a venda, resolveu disponibilizar o livro para download! E mesmo sem pagar nada, o livro é riquíssimo de detalhes e ideias…

Fonte: http://valedosilicio.com/
Fonte: http://valedosilicio.com/

O livro é divido em 2 partes – a primeira é “Entendendo o Vale” e a segunda parte, “Inovando em outros ambientes”.

Na primeira parte, conhecemos a vida profissional do empreendedor Reinaldo Normand, um brasileiro que decidiu se mudar para os Estados Unidos, mais especificamente no Vale do Silício. Para entendermos melhor esse livro, precisamos entender porque o Vale do Silício “é o que é” e depois, é preciso que se saiba o conceito de startup.

O Vale é conhecido por ser a região mais inovadora do mundo, foi lá que surgiram empresas como HP, Apple, Facebook, Google e até a PlayKids. Todas as empresas que mudaram o mundo de alguma forma, surgiram nesse ambiente. Mas, qual a origem dessa inovação aliada ao empreendedorismo?

Bom, em 1849, nos Estados Unidos aconteceu a corrida do ouro. Todo mundo queria garimpar para ficar rico, e uma das muitas regiões em que as pessoas iam em busca do “sonho dourado” era em São Francisco. Nesse local que hoje é o Vale do Silício, muitas pessoas se instalaram para construir empresas que atendessem aos mineiros: hotéis, restaurantes, mercados, farmácias e vendas de ferramentas são alguns dos exemplos. Essas pessoas tinham um sonho em comum, construir um empreendimento do zero! Essa psique, esse espirito empreendedor, está até hoje nesse local. Nos tempos atuais, os empreendedores do Vale, sempre ajudam a próxima geração, fazendo perpetuar essa ideia: Bill Hewlett(HP) aconselhou Steve Jobs(Apple), que por sua vez, aconselhou  Mark Zuckerberg(Facebook), por exemplo.

Startup, segundo o autor do livro –  ” É uma empresa que começa sem dinheiro, com uma ideia na cabeça e visão de longo prazo. Seu ativo mais importante são os fundadores e sua equipe. Startups são diferentes de empresas tradicionais, como uma consultoria, em dois pontos principais: (…)essas empresas precisam ter um crescimento exponencial(também chamado de escalabilidade), ou seja, atingir o maior números de pessoas possível; esse tipo de empresa precisa ter seu produto ou serviço sendo usado repetidamente(repetibilidade é o nome correto). Um exemplo de startup é o YouTube, que tem escalabilidade e repetibilidade. Os empreendedores, no criação da startup focam primeiro nesses dois quesitos, e depois pensam na forma de remunerar seus produtos.

Dentre muitos aprendizados que eu tive ao ler esse livro, fui marcado por duas ideias… “marcado” é a palavra correta, porque enquanto eu lia isso, foi como se eu recebesse um tapa na cara e acordasse! Veio em boa hora!

A primeira é o “Valor da ideia”. Reinaldo diz no livro, que no Vale do Silicio, você pode tomar café com uma pessoa que você nem conhece e essa pessoa pode te contar uma ideia que ela está desenvolvendo sem cerimônia. As pessoas fazem isso, porque, a IDEIA não vale nada! o que importa é a execução. Na nossa cabeça, tudo é possível, quantas ideias geniais não temos enquanto tomamos banho, por exemplo? mas, poucas ou nenhuma delas saem do papel. Existe uma montanha quase intransponível entre a IDEIA e a EXECUÇÃO. Ou seja, menos ideias e mais execução! (Primeiro tapa na cara)

Não adianta ter a "sacada de gênio", se você não vai aproveitar(leia-se executar) Fonte: Whatsapp
Não adianta ter a “sacada de gênio”, se você não vai aproveitar(leia-se executar)
Fonte: Whatsapp

“Método científico”, foi a segunda ideia essencial que eu aprendi. Quando fazemos uma pesquisa científica, podemos fazer da seguinte maneira, observar sistematicamente os fatos, em seguida realizar experiências, deduções lógicas e consequentemente, a comprovação científica dos resultados ou validação das hipóteses. Aplicar isso nas empresas ou startups, é ter uma ideia, preparar a execução e conforme o público alvo reagir, você modifica até chegar na versão final do seu produto! O lema do Vale é “Se você não se envergonhar da primeira versão de se produto é porque lançou tarde demais”. (Segundo tapa!)

Fiquei muito feliz em ter conhecido e lido esse livro, porque através dele, muita coisa mudou no meu cérebro e as ideias aprendidas nele, já estão sendo aplicadas! A melhor coisa que existe, é você aprender uma ideia e aplicá-la! De nada adiantaria esse investimento de tempo na leitura de um livro sem um retorno! Recomendo esse livro fortemente para todos que estão com vontade de empreender.

Você pode baixar o livro no endereço: http://valedosilicio.com/

[Review] Oportunidades disfarçadas

downloadEstamos vivendo uma crise financeira aqui no Brasil e isso assusta a todos: de donas de casas a CEOs de grandes empresas. Mas, pior que a crise financeira é a crise de ideias e otimismo.

Em alguns momentos de nossa vida, depois de algumas experiências, especialmente as negativas, vamos ficando temerosos e avessos a pensar diferente e arriscar. Começando a ter uma crise de ideias e otimismo. É nesse momento, que acabamos não percebendo mais as oportunidades.

Se você está nesse situação, aposto que não foi pior que a que Abraham Lincoln, 16º Presidente do EUA, se encontrou durante os vários fracassos de sua vida, até ser eleito Presidente:

Carlos Domingos, o autor, sabiamente, escolheu Lincoln, para fazer o prefácio(póstumo é claro).

O autor, decidiu escrever este livro, após um artigo que ele publicou na sua coluna semanal no jornal Valor Econômico, intitulado “Oportunidades disfarçadas” (que contava a maneira como várias empresas – no Brasil e no mundo – descobriram uma oportunidades em um tempo de crise), contrariando os anteriores que contavam com 6 ou 7 emails de respostas, teve aproximadamente 183! Esse artigo e suas resposta, foi o start para as pesquisas.

O parágrafo acima, é a síntese do livro, que com 300 páginas, tem centenas de caso de sucesso do surgimento de empresas. E posso garantir, que nos casos contados, não existe um sequer, que surgiu após amplo estudo do mercado, relatórios e planos de negócios. Muito pelo contrário, 100% desses empresas surgiram após uma grande decepção e uma grande necessidade, fazendo com o futuro empreendedor enxergasse naquele viés, a sua chance de sobrevivência.

Pense na seguinte situação, vendedores ambulantes são pessoas nada queridas, David, com 16 anos, vendedor de Enciclopédias, no final do século XIX, sabia muito bem. Ele saíra muito cedo da casa dos pais, para tentar a vida em Nova York. Só que as vendas de Enciclopédias iam de mal a pior, nenhuma dona de casa(seu público principal) se interessava em pelo menos, ver o seu produto. Nessa dificuldade, ele precisa por a “cabeça” para funcionar. Ele então, teve uma ideia, para cada dona de casa que aceitasse ver suas enciclopédia, ganharia de presente um perfume(criado por uma amigo farmacêutico). A ideia deu tão certo, que em poucos meses, todas as donas de casa queriam comprar o perfume e nem queriam saber da enciclopédia. Nascia aí, dessa simples ideia, a Avon, umas das maiores empresas de cosméticos do mundo.

A história de David e do surgimento da Avon, serve para ilustrar como o autor trabalha com a ideia de mostrar empresas reais que transformaram problemas reais em grandes oportunidades. Concordo com Eugênio Staub, Presidente da Gradiente, ao dizer que este livro é melhor do que qualquer antidrepressivo.

Shark Tank: o programa que te ensina como nadar com tubarões

Se existe um programa de TV que eu recomendo a todos que querem ter ideias de negócios ou empreendedores (atuantes), esse programa é o Shark Tank.

Os "Sharks" do Shark Tank Fonte: Kelsey McNeal—Getty Images
Os “Sharks” do Shark Tank
Fonte: Kelsey McNeal—Getty Images

Confesso que sempre ouvi falar desse programa, mas nunca tive vontade de assistir. Até que nesse feriado de Carnaval, resolvi dar uma chance e assistir alguns episódios. Minha primeira impressão foi: Como eu demorei tanto tempo para ver esse programa? É simplesmente, um dos melhores programas para quem é ou quer empreender!

Para quem nunca ouviu falar do programa, eu explico.

Em cada episódio um grupo de empreendedores apresenta a sua ideia de negócio a cinco investidores, que são chamados de “tubarões”. Em cada apresentação, os empreendedores, já vão com uma proposta para os “tubarões”, então, os “tubarões” fazem perguntas que considerem relevantes para entender o negócio, e em seguida tomam a decisão de aceitar a proposta, recusá-la ou fazer uma contraproposta. O interessante, é ver as novas ideias que os empreendedores trazem – muitas delas replicáveis, por sinal! – e aprender com as feedbacks dos “sharks” – mesmo que muitas vezes, não concorde com eles.

Para quem se interessou, o programa passa aqui no Brasil no canal TLC, as segundas 22:20. E, para quem não gosta de TV, você pode assistir online, no youtube ou qualquer outro lugar que lhe for conveniente.

A revista Fortune, teve uma ideia brilhante essa semana: imaginou alguns empreendedores fora de série(quando eu digo fora de série, eu falo daquele empreendedores que criam Startups, negócios sem comparação a outros, com ideias e criatividades bem desenvolvidas) no programa e como os jurados reagiriam a ideia deles. Não posso deixar de compartilhar isso com vocês. Separei o que eu achei mais interessante: Elon Musk (um dos criadores do Paypall e empresa automotiva Tesla).

Fonte: Fortune Magazine
Fonte: Fortune Magazine

Meu nome é Elon Musk e eu vou falar de como revolucionarei a indústria automotiva, primeiro nos Estados Unidos e depois, o resto do mundo. Meu carro, que se chamará Tesla, funcionara totalmente de forma elétrica, com zero emissão de combustíveis fósseis. Eu quero US$5bi por 20% da minha empresa.

Daymond John: Nós já temos o Chevy Volt e o Toyota Pryus nas estradas, e a venda desse tipo de carro é bem baixa, certo?

Sim, mas meu carro será diferente…

Daymond John: Como?

Ele custará mais ou menos US$100mil, será um carro de luxo, só que movido a uma bateria muito forte e que não existe nada parecido no mercado!

Daymond John: Como assim?

Isso mesmo! Um carro elétrico de luxo… E para reabastecer esses carros, vou colocar estações especiais em todo os Estados Unidos!

Daymond John: Parece que isso é uma piada…

Eu estou falando totalmente sério… e no meu tempo livre, eu crio espaçonaves…

Daymond John: Você é louco… Estou fora…

A Fortune, conseguiu com essa simulação, ser engraçada e reflexiva. Se todo empreendedor que tivesse uma ideia fora do comum, parasse no primeiro não, com certeza ainda estaríamos usando lamparina, andando de carroça e morando em feudos. A linha que separa um negócio fora de série, que dará resultado e um que não dará, é tênue… quanto mais conhecimento e vivência tivermos, mais feeling para saber se aquele é uma boa ideia ou não. Ler esse blog (olha o jabá) e assistir Shark Tank, podem te ajudar com isso.

[Review] Business Model Generation

Seguindo minha meta de ler um livro ao mês e publicar uma review do livro lido, nesse post, falaremos sobre o livro Business Model Generation. Esse livro foi publicado pela Alta Books Editora, e tem apenas 275 páginas. Com um formato incomum para livros, ele é retangular, chama atenção para a quantidade de fotos presentes no livro! Sabe quando você indica um livro para alguém, e sempre tem aquele que dá uma folheada e diz – Ah! esse não tem “figuras” – Nesse livro, ele não poderá falar isso!

Featured image

A metadefinição do livro(definição do livro pelo próprio livro): “um livro para visionários, inovadores e revolucionários que se esforçam para desafiar os modelos de negócios ultrapassados e projetar os empreendimentos de amanhã. Este é um livro para inovação em modelos de negócio.”

Foi um dos livros mais instigantes que eu já li. Sério. Para quem está com um ideia de negócio, ou quer mudar a maneira como você está conduzindo algum projeto, esse livro é ideal. O Business Model Generation (vou chamar assim, a ideia que ele propaga) precede o plano de negócios, na verdade, você só fara o plano de negócios, se a ideia se prova efetiva.

O livro e dividido em 5 partes: O quadro, Padrões, Design, Estratégias, Processo. O objetivo desse post, é apresentar o livro e fazer uma review, não vou me ater aqui, a ensinar os conceitos e a maneira como aplicamos(portanto, caso tenha interessa na metodologia, compre o livro ou entre em contato comigo).

Abaixo, falaremos o que significa e o que ele pretende mostrar em cada parte:

1 – O Quadro:

O ponto de partida para qualquer boa discussão, reunião ou workshop de inovação de um Modelo de negócios deve ser a compreensão compartilhada do que realmente é um Modelo de negócios. Precisamos de um conceito de Modelo de negócios que todos compreendam: de fácil descrição, que facilite a discussão.(…) Esse conceito deve ser simples, relevante e intuitivamente compreensível. (…)Um modelo de negócios pode ser descrito com 9 componentes básico que cobrem quatro áreas: clientes, oferta, infraestrutura e viabilidade financeira.

Aqui, as novas ideias para novos negócios ou novos projetos para velhos negócios são germinadas e entendidas de uma melhor forma. Na verdade, eles nos ensinam a fazer um quadro, de acordo com os elementos citados acima, e colocarmos breves palavras para descrever a ideia de acordo com o componentes e áreas. A ideia fica altamente visual e facilita o trabalho em equipe(dado que para cada palavra escolhida de acordo, é necessário a justificativa.);

2 – Padrões:

Esta seção descreve Modelos de negócios com características similares, arranjos similares de componentes dos Modelos de negócios, ou comportamentos similares. Chamamos tais similaridades de padrões de Modelo de negócio. Os padrões descritos (…) ajudam a compreender as dinâmicas e servem como fonte de inspiração para o seu próprio trabalho.(…)

Rascunhamos 5 padrões construídos sobre importantes conceitos de literatura de administração.(…) Os conceitos: Desagregação, Cauda Longa, Plataforma Multilateral, Grátis e Modelos de negócios abertos.

O padrão de negócios Desagregação, é quando, em um mesmo negócios, há a preocupação com criação de subnegócios e atendimento a públicos diferentes. Por exemplo, Bancos privados, tem 3 tipos de negócios: Relacionamento(com os diversos públicos, de classe AA a classe c); Inovação do produto(estar atento ao mercado criando novos produtos, como pontos de fidelidade); e Infraestrutura(todo o gerenciamento da interface bancário e suas seguranças);

Cauda longa, se baseia em um número maior de produtos, cada um deles vendendo e menores quantidades. Mercado Livre é um modelo, já que ele tem um exército de pequenos vendedores, com compradores comprando em pequenas quantidade, mas que sempre compram, fazendo com que o site ganha justamente nessa longa quantidade de pequenos.

Plataforma Multilateral, unem 2 ou mais grupos diferentes, porém, interdependestes de clientes. Google é exemplo, já que ele tem que ter ao mesmo tempo, anunciantes e pessoas que possam ver esses anúncios.

Grátis, nesse tipo de negócios, grande parte dos clientes são beneficiados continuamente por oferta livre de custos. Canais de culinários no YouTube, podem ser nosso exemplo, já que vemos os canais de graça, recebemos todos os benefícios e os donos do canal, esperam que a grande quantidade de views atraiam patrocinadores.

Abertos, Pode ser utilizado por companhias para criar e capturar valor com colaboração de parceiros externos. É o caso da Natura, que criou o Hackton Natura Campus, onde eles incentivam a criação de novos produtos e inovações para a empresas, premiando os participantes como bolsas no MIT, ambos os públicos colhem resultados.

3 – Design: 

O design irá ajudar a você projetar Modelos de negócios melhores e mais inovadores. (…) O trabalho de um design é estender os limites do pensamento, apresentar novas opções e em, resumo, criar valor para os usuários. (…) Exige a capacidade de imaginar “aquilo que não existe”.

As pessoas de negócios, sem perceber, praticam design todos os dias. Desenvolvem organizações, estratégias, Modelos de negócios, processos e projetos. Para isso (…) levam em consideração seus competidores, tecnologia, aspectos regulatórios e muito mais.

Simples e didático o parágrafo acima. Como criar um negócios, sem pensar no Design?

4 – Estratégias:

Depois de toda a construção de um modelo de negócios, é hora de por todas as ideias testadas em prática. A sequência lógica, é construir um plano de negócios, colocando todos os custos envolvidos e seus retorno.

Após isso, é preciso pensar nas muitas oportunidades e opções que o seu modelo de negócios permite. Dessa forma, você estará criando as estratégias de atuação.

5 – Processo: 

Aqui nesse capítulo, os autores, recapitulam todos os 4 itens, agora, usando uma forma mais precisa para tratar do assunto, já que pressupõem-se que ao chegar nessa etapa do livro, os 4 conceitos já fazem parte do bagagem de conhecimento.

Esse livro deve ser leitura obrigatória para qualquer empreendedor, desde aquele com possíveis ideias, até aquele CEO de uma multinacional – Tem como existir nesse mundo(como empresa ou pessoa) sem colocar em prática novas ideias-projetos? – Além de que, quando se internaliza esse conhecimento e é colocado em prática, qualquer nova ideia, passível de convencimento, se torna “auto convincente”, qualquer um poderá entender, sem muito esforço e ainda de uma forma lúdica e diferente(vide “quadro”). Para finalizar e mostrar a importância desse novo método, existe até um curso na University Of Maryland, que tem como mote principal, esse livro. O meu livro está sendo muito útil, já estou colocando ideias em prática e até construí meu próprio “quadro de modelo de negócios”! Mãos a obra!

O que ninguém conta a você sobre a agricultura no Brasil

Dia 28 de julho, aqui no Brasil é comemorado o dia do Agricultor. Quando se fala em agricultor, muitas vezes remete a ideia de um caipira, desinformado, quase que um “Jeca Tatu” (criado e imortalizado por Monteiro Lobato). Certo? Bom, quem ainda tem essa mentalidade, precisa rever seus conceitos.

Colheita de soja
Colheita de soja

Agricultor, hoje é um empresário rural, um exemplo de empreendedor, que precisa de muita resiliência e um dos que mais estão expostos a risco: quando se inicia um empreendimento agrícola, não se sabe como seguirá o clima até a colheita… por se produto ser uma commodity, sofre variações de preços de acordo com o mercado internacional, isso para levantar alguns riscos. Cada vez mais, esse empreendedor rural, precisa de achar maneiras de mitigar seus riscos e conseguir uma boa lucratividade.

E quando analisamos o cenários econômico nacional, percebemos que ele está conseguindo, já que o agronegócio continua a ser a locomotiva da balança comercial brasileira. Segundo a secretaria de Relações internacionais do Ministério da Agricultura, as exportações desse setor alcançaram aproximadamente 100 bilhões em 2013, esse valor representa uma alta de 4,3%, se comparado com 2012.

Estados Unidos, Países Baixos, Alemanha e Hong Kong, absorvem quase metades de todas as exportações desse setor. A China, com sua Classe média ascendente e seus mais de 1,2 billhões de habitantes a serem alimentados, é o nosso maior comprador. Para atender a toda essa demanda, segundo o CONAB(Companhia Nacional do Abastecimento), a expectativa é de que nesse ano, o Brasil seja o maior produtor de soja do mundo! (Posto hoje ocupado pelos Estados Unidos).

Em 2050, teremos uma população estimada em 9 bilhões de pessoas, alimentar essas pessoas, será o grande desafio. O Brasil, nesse cenário, terá um grande papel a desempenhar, e todos os agricultores-empreendedores-empresários-rurais também. Para produzir mais, será preciso mitigar os riscos e aumentar os ganhos. Aí é que entra a tecnologia e conhecimento, segundo a Confederação Nacional da Agricultura(CNA), no Brasil, 70% das áreas agrícolas são ocupadas pelos pequenos e médios produtores, e pasmem, eles respondem apenas por 7,6% da produção nacional!

Um desafio a ser superado nos próximos anos, estimular a continuidade das pequenas propriedades, com sustentabilidade e produção, formando agricultores empresários, facilitando o acesso a tecnologia e fazendo um benchmarking das grandes propriedades, para as pequenas. Papel que terá que ser estimulado e desenvolvido por Universidades, poder público e privado.

E para os empreendedores de plantão… depois de todos os fatos analisados, aposto que ideias fervilharam! Mãos a obra! E finalmente, atrasado, mas em tempo: Parabéns a todos os agricultores do Brasil!

 

Com informações do HSBC Global Connections.