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Empreendedorismo: menos Bla Bla e mais ação

O que é ser empreendedor?

Certamente, você já ouviu muito essa palavra ao longo de sua vida. Mas, você já parou para pensar no significado da mesma?

Vamos começar dando uma olhada no dicionário para encontrar um significado:

“É a disposição para identificar problemas e oportunidades e investir recursos e competências na criação de um negócio, projeto ou movimento que seja capaz de alavancar mudanças e gerar um impacto positivo.”

Basicamente, podemos dizer que o empreendedor é um inquieto, que tem coragem para tirar as ideias da cabeça e coloca-las em ação, sempre a procura da geração de um impacto positivo. Com essa definição em mente, pode-se entender que o empreendedor, não é somente um empresário, alguém que decida por abrir uma empresa, ele pode ser também um funcionário; porém, vai ser aquele funcionário que sempre irá se destacar, fazendo o que a maioria não faz.

Se formos buscar o significado ao longo do tempo, vamos encontrar algumas peculiaridades. Por exemplo, nos anos 2000 aqui no Brasil se olhássemos um dicionário, não encontraríamos essa palavra. Mas, isso quer dizer que não existia empreendedorismo no Brasil? muito pelo contrário. Existia, e muito. Mas, o termo é que não era muito comum.

O termo “empreendedor – empreendedorismo” remonta ao Século XVII, na França e ele era ligado a expedições militares e significava: assumir empreitada que exigia esforço e muito empenho.

 

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O economista austríaco Joseph A. Schumpeter, no livro “Capitalismo, socialismo e democracia”, publicado em 1942, associa o empreendedor ao desenvolvimento econômico.Segundo ele, o sistema capitalista tem como característica inerente, uma força que ele denomina de processo de destruição criativa, fundamentando-se no princípio que reside no desenvolvimento de novos produtos, novos métodos de produção e novos mercados; em síntese, trata-se de destruir o velho para se criar o novo.Pela definição de Schumpeter, o agente básico desse processo de destruição criativa está na figura do que ele denominou de empreendedor.

Somente após os anos 2000 é que esse termo começou a ficar mais falado no mundo dos negócios porque as empresas de tecnologia começaram a prosperar e desse modo, ser empresário começou a ser visto como uma opção de carreira, tanto no mundo offline quando no online.

Empreendedores questionam a realidade e fazem acontecer a evolução todos os dias, em todas as partes do Brasil e do mundo. Ao inovar e solucionar problemas de outras pessoas, de outras empresas ou de toda a sociedade, um empreendedor e seu novo negócio promovem um grande desenvolvimento.

O empreendedorismo pode estar latente ou manifestado de diferentes formas.

Há pessoas com um forte espírito empreendedor que o exercem em diferentes lugares e situações: em casa, quando decidem fazer uma reforma que otimize o espaço; na empresa em que trabalham, quando um projeto precisa ser levado adiante; na vida, quando chega o momento de mudar. Há pessoas que aplicam todo esse potencial em um novo negócio – do tamanho que seja, contribuem gerando empregos para sua comunidade, gerando renda para a economia local, e solucionam uma demanda por meio da inovação. Há ainda pessoas que fazem desse negócio algo muito maior. São empreendedores de alto impacto, que transformam sonhos grandes em iniciativas de alto impacto, revolucionam seus mercados, crescem e fazem crescer, sem pegar atalhos e servindo de exemplo para gerações futuras.

Características do Empreendedor

Embora cada pessoa que decida empreender ou que seja empreendedor seja única, existem algumas características que são comuns a todas. São elas:

Otimismo: sempre ver e esperar o melhor. Sempre acreditar que vai dar certo;

Autoconfiança: o empreendedor precisa acreditar em si mesmo, em seus talentos e opiniões;

Coragem para aceitar riscos: um empreendedor precisa lidar bem com riscos;

Desejo de protagonismo: desejo de ser reconhecido, tomar as rédeas da sua vida e ser pleno;

Resiliência e perseverança: não desistem facilmente. Superam desafios e vão até o fim.

Caso queira saber se você possui essa características ou até mesmo qual seu perfil empreendedor, é só acessar o link:

https://endeavor.org.br/quiz-descubra-qual-seu-perfil-empreendedor/

Como empreender?

Nessa altura, vocês devem estar pensando, como eu faço para fazer ser um empreendedor na minha carreira? A resposta é mais simples do que imagina: empreender.

Bom, mais ou menos simples, pois empreender significa superar desafios, aprender coisas novas, ter e colocar em prática novas ideias. Isso tudo sem falar nas demandas técnicas e práticas como fazer fluxo de caixa, planejamento financeiro e de marketing, gestão de estoque e de pessoas, definição de políticas de bonificação… muitas coisas! E de áreas completamente distintas.

Enfim, se preparar para seguir a carreira empreendedora não é tão simples assim. Não há um curso de MBA que você deva fazer, que te garantirá dominar todos os conhecimentos necessários para tocar e fazer crescer um negócio lucrativo. Mas há algumas ferramentas e recursos – algumas veremos ainda hoje – que podem ajudar, por isso encorajamos que você corra atrás de se capacitar como empreendedor e como gestor!

Vamos focar a partir de agora, a ideia de criação de um negócio, então, sempre que encontrar a palavra Empreendedor, você deve entender que estamos falando de uma pessoa que está abrindo uma empresa. Te damos 7 dicas básicas para começar (e a frente, alguns exercícios para testar):

1 – Encontre pessoas que te complementem

Pense que um empreender, ao começar uma empresa precisa lidar com várias variáveis e é humanamente impossível uma pessoa ser boa em todas as funções de uma empresa. Logo, você precisa identificar seus pontos fortes e fracos, para conseguir achar pessoas que te complementem.

2 – Feito é melhor que perfeito

Não existe momento perfeito e ideias, qualquer um. Portanto, é necessário que você faça. Comece as poucos, gaste pouco, teste com seu público, só não deixe se levar pela inércia.

3 – Fale sua ideia para somente duas pessoas: “Deus e o mundo”

Quando falamos nossa ideia para essas duas “pessoas” citadas acima, você vai conseguir feedback da maioria e uma grande parte, irá querer roubar sua ideia (caso ela seja muito boa). Portanto, quando você fala a alguém, você cria um senso de urgência, para que a aplicação ocorre, antes de outros.

4 – Valide sua ideia

Depois que teve a ideia, o passo seguinte é validar com seu público alvo. Crie maneiras de testar a ideia, sempre gastando o mínimo possível. Caso você tenha interesse em realmente fazer isso, procure por metodologias como Design Thinking e Design Sprint. (No final desse texto, você vai encontrar um resumo sobre essa ideia)

5 – Agora gaste a sola do sapato

Validada a ideia com seu publico alvo, agora é hora de começar a produzir e aumentar as vendas. Tente aumentar a escala, mas ainda vá aprendendo com seus clientes. Depois que você entender como funciona a jornada do seu consumidor, é hora de passar para a próxima etapa.

6 – Estabeleça sua empresa e sempre tenha mente de principiante

Chegou a hora de investir! Abra a empresa formalmente, faça contexto, estabeleço um plano de marketing e uma plano de estratégia para os próximos anos. Lembre-se de manter uma mente de principiante, isso significa, que você entende que ainda precisa aprender e aprimorar sua ideia.

7 – Acredite, acredite e nunca desista

Menter a mente de principiante é tão necessário quanto ter fé. A vida de um empreendedor será sempre cheia de percalços que deve ser conduzido gerando o menor impacto possível na empresa. Ter fé, acreditar é uma boa maneira de convencer seus clientes que vale a pena comprar de sua empresa, como vender algo em que você não compraria/acredita?

 

 

3 – De onde vem as boas ideias?

Vamos tentar entender como cultivar “boas ideias”para melhorar as empresas ou até mesmo, uma ideia de negócio para você poder abrir uma empresa.

É quase senso-comum achar que as ideias, surjam do nada. Você acorda, sem esforço e a ideia está lá. Podemos fazer uma analogia com o surgimento de um coral de recife: por muito tempo, acreditava-se que um coral de recife, era o resultado de parte da movimentação da crosta terrestre, as placas tectônicas se moviam e nesse movimentação acabava fazendo emergir esse coral de recife.

Quando Darwin foi fazer sua celebre viagem no Beagle, ele acabou descobrindo que os recifes surgem através da sedimentação de minúsculas partículas que pairam nas aguas em determinados momentos, essa movimentação de partículas de cálcio vão causando uma aglomeração e por final, acaba surgindo o coral.

Portanto, podemos entender que as boas ideias acabam surgindo quando sabemos de um problema que temos, uma dúvida… e vamos acumulando experiências diferentes, essas experiências vão sendo acumuladas e um dia, podem acabar formando uma ideia de solução.

4 – Design Sprint

Design Sprint, Design Thinking ou Design centrado no ser humano… são terminologia que definem uma metodologia ágil, para os tempos que estamos vivendo.

Por muito tempo, a parte emocional (como design) foi separado dos negócios, em negócios/empresas o que era pregado como essencial era a parte racional. Porém, com a tecnologia + internet chegando e mudando todos os setores que conhecemos, foi necessários que as empresas começassem a prestar mais atenção no consumidor e ao mesmo tempo, ser mais ágil na tomada de decisões. As empresas de tecnologia começaram a unir design + business, começou a dar certo e hoje, muitas empresa de qualquer setores e tamanhos usam essas metodologia para poderem inovar e criar novas soluções.

Jeff Bezzos, fundador e CEO da Amazon diz “se você dobrar o número de experimentos que faz por ano, você vai dobrar a capacidade de se reinventar.”

Entendendo a estrutura do Design sprint, ele pode ser aplicado para qualquer situação, de preferencia com um grupo eclético de pessoas, de desenvolvimento de softwares, procura de soluções para alguma necessidade da empresa, à criação de uma empresa totalmente nova.

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a) Unpack

No primeiro dia da Sprint, seu time vai exteriorizar tudo o que eles sabem sobre a ideia. A expertise normalmente está espalhada em várias cabeças diferentes, e ter certeza que todo mundo está começando alinhado é fundamental para o sucesso do programa. Desenvolvedores sabem de coisas que os designers não sabem, os stakeholders sabem de coisas que os product managers não sabem — e assim por diante. Para facilitar esse processo de “unpack”, você pode propor atividades mais específicas para o grupo (expressar a voz do consumidor, desconstruir o produto atual, definir as métricas de sucesso, etc.).

b) Sketch

No segundo dia, todo mundo rabiscando as ideias. As pessoas vão trabalhar individualmente colocando as soluções para aquele problema/ideia no papel. A ideia é conseguir colocar o máximo possível no papel, sem muita discussão em grupo no começo. Depois que todo mundo rabiscou, é hora do grupo todo ir olhando para cada um dos sketches e discutindo como aquilo poderia funcionar. No fim, existe um sistema estruturado para criticar o trabalho e votar nas melhores soluções — tudo feito muito democraticamente.

c) Decide

Na quarta-feira, vocês já terão pelo menos uma dúzia de ideias para escolherem. O que é ótimo, mas é também um problema — já que vocês não conseguem prototipar 12 ideias em um dia só. Então o objetivo do terceiro dia é simplesmente filtrar as ideias, refiná-las, e no fim do dia escolher uma única ideia que vocês irão prototipar.

d) Prototype

Quinta-feira é o dia de prototipar. É preciso ser ridiculamente produtivo, então é importante aqui escolher ferramentas de prototipagem com as quais vocês já estejam habituados a trabalhar rapidamente. Também é importante planejar todas as atividades do dia logo cedo, incluindo quem faz o quê e de que hora a que hora. A ideia é montar um protótipo daquela ideia até o fim do dia.

e) Test

Sexta-feira é dia de mostrar os protótipos para os potenciais usuários do produto, em sessões individuais. O produto é apresentado para o usuário, ele interage com algumas telas e vai dando feedback em tempo real sobre o que gosta e o que não gosta. No fim do dia vocês se reúnem para discutir o feedback que receberam dos usuários e decidir se a ideia sobrevive ou não.

 

A Ideia do Design Sprint, basicamente é testar uma ideia de negócios ou uma solução de problemas gastando o mínimo possível e testando com o real público consumidor. Uma ideia muito válida para que os empreendedores consigam um resultado rápido para a geração de soluções. Para finalizarmos esse texto, nada melhor que uma frase de um empreendedor brasileiro de alto impacto:

 

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Referências:

Sites:

https://brasil.uxdesign.cc/google-design-sprint-como-funciona-e-como-aplicar-no-seu-projeto-279107363659

https://endeavor.org.br/tudo-sobre/empreendedorismo/?gclid=Cj0KCQiArYDQBRDoARIsAMR8s_S_V3l8cKV8W9b02lfOhuubIRrGGtDJA2bHsVYbdkAo7Qu_uwkzE1waAnjUEALw_wcB

https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/o-que-e-ser-empreendedor,ad17080a3e107410VgnVCM1000003b74010aRCRD

Livros:

Design Sprint (Jack Knapp)

Service Startup (Tenny Pinheiro)

De onde vem as boas ideias (Steven Johnson)

O poder da presença (Amy Cuddy)

 

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Canvas: Como criar negócios inovadores (Parte II – final)

Dando continuidade ao post anterior, hoje falaremos dos itens restantes que comporão o seu quadro de modelo de negócios. Se você ainda não leu a primeira parte, é só clicar aqui.

3.Canais

Definido o segmento de clientes e a proposta de valor, será nesse item que a empresas tomará decisões que envolvem a maneira que ela entrara em contato com seu público e entregar a proposta de valor.

Notem, que quando falamos “entrega da proposta de valor”, estamos tentando que se pense na maneira como ela entregara aquilo que foi definido acima, mas também, entregar seu produto ou serviço, e conseguir se comunicar com o público, antes, durante e após a compra.

Os canais podem ser dividir em direto e indireto.

O canal direto, será aquele em que a empresa produzirá o produto e ela mesma se encarregará de entregar ao cliente, ou seja, ela terá todo um controle da cadeia produtiva, desse modo, contará com poucos intermediários entre a fabricação e a entrega. Podemos pensar em empresa que usam o canal direto, o Burger King: você só consegue comprar um hambúrguer dessa marca, na própria loja.

Já no canal indireto, são aquelas empresas que usam intermediários na entrega de seus produtos. Desse modo, ela divido os riscos e dilui a necessidade de um alto financiamento. Pense em uma fábrica de balas, se ela não usar o canal indireto, ela precisará montar toda uma logística até chegar ao cliente final, isso significa que ela produzirá as balas e criará lojas, onde os clientes finais poderão comprar as balas.

Independente de qual canal a empresa escolher, ela vai precisar desenvolver os itens abaixo, que são estágios pelos qual os clientes passarão ao decidir pela sua empresa. Quanto mais elaborado e mais conhecimento a empresa tiver desse estágios, maior a chance de tudo ocorrer da melhor maneira possível, ou seja, a entrega da proposta de valor conseguir ser realmente… entregue. Sabendo que são cinco essas etapas, falaremos de cada uma a seguir.

a)Conhecimento

Como aumentamos o conhecimento sobre nosso produtos e serviços?

b)Avaliação

Como ajudamos os clientes a avaliarem a Proposta de valor de nossa organização?

c)Compra

Como permitimos aos clientes comprar produtos e serviços específicos?

d)Entrega

Como entregamos uma Proposta de valor aos clientes?

e)Pós venda

Como fornecemos apoio pós-venda aos clientes?

4.Relacionamento com os clientes

Uma empresa deve esclarecer o tipo de relação que quer estabelecer com cada segmento de cliente. As relações podem varias desde pessoais até automatizadas. O relacionamento com clientes pode ser guiado pelas seguintes motivação: conquista do cliente, retenção do cliente e ampliação das vendas.

  1. Assistência Pessoal

Baseado na interação humana. Quando a empresa decide se pautar por esse item, ela pode auxiliar o cliente durante o processo de venda ou após ele ter acontecido, por meio de algum representante. Essa assistência pessoal pode acontecer via email, call center ou qualquer outro meio que seja mais agradável para o segmento de cliente.

Hoje em dia, é possível criar os chatbots, que nada mais são do que um chat pré programado, que responde perguntas principais ou mais comuns, simulando uma conversa com um humano.

b) Assistência pessoal dedicada

Nesse item, a assistência pessoal é levada a um nível mais elevado. Ao invés de ter um atendimento genérico, essa atendimento é especializado e único, mais profundo e íntimo. Esse atendimento vai funcionar para pessoas que compram bens ou serviços exclusivos de luxo, por exemplo, quando você vai comprar jóias em Joalherias tradicionals, existem vendedores que atendem a clientes por anos, sabendo os gostos de todo mundo daquela família, ou podemos citar um Gerente de banco que atende clientes de maior renda.

c) Self-Service

A empresa não mantém nenhum relacionamento direto com os clientes, mas fornece todos os meios para que eles se sirvam. Contas bancárias digitais, podem ser um exemplo.

d) Serviços automatizados

Serviços automatizados podem reconhecer clientes individuais e suas características, e oferecer informações sobre pedidos e transações. Hoje em dia, a maioria dos sites de compras online usam essa tipo de serviço, além de passar informações sobre compras, ainda podem oferecer opções de compras baseadas nas últimas transações, quem não usa, pode ser vista com mal olhos pelos clientes.

e) Comunidades

Os clientes cada vez mais querem se sentir parte de uma comunidade. Quando uma empresa consegue agrupar seu segmento de cliente, por meio de uma comunidade, ela consegue melhorar a visão do cliente em relação a empresa. A empresa pode criar uma própria comunidade ou usar o poder de uma existente. A site de resenhas online de viagens a hotéis, Trip Advisor, pode ser um exemplo. As empresas desse setor, podem aproveitar que os clientes usam essa comunidade para expor suas experiências e oferecer um serviço de recompensa para quem fizer review no site.

f) Cocriação

Muitas empresas estão indo além da tradicional relação cliente-vendedor para cocriar valor com os clientes. A Amazon tem espaço no seu próprio site para que os leitores possam fazer resenhas de seus livros, criando valor para outros amantes de livro. Empresa como Netshoes, disponibilizam uma maneira de criar produtos exclusivos, com cores e até o nome bordado, dessa maneira, o cliente está cocriando com a empresa.

5. Fontes de receita

Esse item representa o dinheiro que a empresa gera a partir de seu segmento de clientes (subtraindo os custos da renda, a empresa conhecerá seus lucros).

Um modelo de negócios pode envolver dois tipos diferentes de fontes de receitas:

-Transações resultantes de pagamento único;

-Transações de renda recorrente, podendo ser uma assinatura ou uma taxa de licenciamento.

As empresas por meio de seus Administradores, precisam analisar de que maneiras podem potencializar suas fontes de receita. Muitas empresas ainda estão focadas essencialmente na transação mais comum, que é a compra através de um pagamento único e entrega do produto/serviço ao cliente. Não existe crítica a esse modelo, o que existe é uma visão limitada. As vezes, ela pode oferecer um serviço de assinatura, onde o cliente ficará coberto em relação a possíveis assistências técnicas que vierem a surgir. Cabe uma análise e tentar entender de que maneira, potencializar as vendas.

Para finalizar esse item, a empresa precisa entender e estabelecer preços diferentes – ou não – para condições diferentes: quantidade, distância, forma de pagamento.

6. Recursos principais

Esse componente descreve os recursos mais importantes exigidos para fazer um Modelo de negócios funcionar.

Os recursos principais podem ser categorizados como:

A)Físico

Esse categoria inclui recursos físicos como fábricas, edifícios, veículos, máquinas, sistema e pontos de vendas. Grandes redes de supermercados, tem nesse item um recurso principal, porque ela precisa de um espaço para conseguir realizar suas atividades.

B)Intelectual

Recursos intelectuais, como marcas, conhecimentos particulares, patentes e registros, parcerias e bancos de dados.

C)Humano

Toda empresa precisa de recursos humanos para o seu bom funcionamento, mas em alguns casos, sem esses recursos humanos especifico, não haverá como entregar a proposta de valor. Por exemplo, uma Universidade pode estar bem localizada, e ter uma boa infraestrutura, mas se ela não conseguir um bom corpo docente, não conseguirá conquistar seus clientes.

D)Financeiro

Todas as empresa precisa de dinheiro, mas somente algumas tem em seu core business a necessidade de dinheiro. Um Banco pode ter todos os itens anteriores citados, mas se tiver pouco capital financeiro, não conseguirá entregar sua proposta de valor.

 

7. Atividades chaves

Nesse item será descrito as ações mais importantes que uma empresa deve realizar para seu modelo de negócio funcionar.

Ela pode responder a seguinte perguntar para ajudar a entender qual será sua atividade chave:

Que atividades chaves nosso proposta de valor, canal de distribuição, relacionamento com clientes e fontes de receita requerem?

Elas podem ser categorizadas em três itens:

A)Produção

Relacionado com desenvolvimento, fabricação e entrega de produtos em quantidades delimitadas e qualidade superior.

B)Resolução de problemas

Relacionam-se com novas soluções para problemas de clientes específicos. Um Hospital e uma empresa de Consultoria, tem como atividade chave a resolução de problemas.

8. Parcerias principais

Descreve a rede de fornecedores e parcerias que poēm a empresa para funcionar.

Nesse item, é necessário conhecer quais são os fornecedores que são essenciais para a entrega da proposta de valor e quais são aqueles em que é possível criar uma parceria e de que maneira essa parceria será formada.

Essa análise é necessária, porque consegue-se mensurar de que maneira a empresa pode diminuir seu risco em ficar na mão do fornecedor.

9. Estrutura de custos

Descreve todos os custos envolvidos na operação da empresa (ou modelo de negócio). Para a empresa conseguir produzir e fazer essa produção chegar até seu cliente, existe um custo. Alguns modelos de negócios podem ser mais direcionadas para o custo e outros, mais para valor.

A)Voltada para custos

As empresas voltadas para custos, se concentram e minimizar os gastos sempre. Quando ela entende que sua proposta de valor é o preços baixo, ela deve estruturar toda a sua empresa e seguir estritamente o orçamento estabelecido.

B)Voltada para valor

Algumas empresas estão menos preocupadas com os custos e mais com sua entrega de valor. Propostas de alto nível de personalização frequentemente caracterizam modelos de negócios direcionados pelo valor. Um Resort de Luxo, com ambiente se serviços extravagantes estão nesse nessa categoria.

ESSENCIAL:

C)Custos fixos e variáveis

Independentemente se sua empresa está direcionado para custos ou valor, ela deverá conhecer minuciosamente quais são seus custos fixos e variáveis. Os custos fixos, são aqueles que permanecem os mesmos apesar do volume de artigos ou serviços produzidos, exemplo salários e alugueis. Já os variáveis são os que sofrem alterações proporcionalmente com o volume de artigos ou serviços produzidos, matérias primas são um exemplo.

 

O Canvas é uma ferramenta que permite um vislumbre de sua empresa, através de uma visão 360º. Você consegue entender seu modelo de negócios e com esse entendimento, surge maneira e ideias para melhorar e inovar. Separe um tempo do seu dia e desenhe sua empresa, com certeza, novas ideias ou visões irão surgir.

 

 

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Fonte:

OSTERWALDER, Alexander, PIGNEUR, Yves. Business Model Canvas – Inovação em Modelos de Negócios. Um Manual para Visionários, Inovadores e Revolucionários. Rio de Janeiro: Alta Books, 2011.

Canvas: Como criar negócios inovadores (Parte I)

Todos sabemos que no Brasil – e no mundo – o que movimenta a economia e emprega o maior número de pessoas (com carteira assinada ou não) são as micro e pequenas empresas. E nessas mesmas empresas, existe um alto índice de mortalidade.

Isto pode ser devido a uma visão um pouco míope do mercado, muitas vezes o empreendedor que decidiu arriscar seu dinheiro no desenvolvimento de uma empresa, tem um conhecimento técnico do negócio e pouco – ou quase nenhum – conhecimento gerencial. Sem o conhecimento gerencial, muitas vezes não se consegue enxergar as oportunidades e até mesmo se preparar para as mesmas. Seguindo o lema de que tempo é dinheiro, o empresário se vê preso em uma rede de tarefas técnicas com um misto de tarefas gerencias urgentes e isso acaba fazendo-o optar pelas tarefas técnicas.

Quando esse empreendedor decide buscar ajuda para gerenciar a empresa de uma melhor maneira, muitas vezes o academicismo de algumas teorias dispostas em livros, o acaba afastando. Desse modo o conhecimento gerencial acaba ficando restrito a grandes empresa, que tem seus executivos formados em grandes Escolas de Administração e dominam essa linguagem. O que acaba resultando é que as empresas maiores, acabam sendo mais perenes e as pequenas e médias, acabam tendo uma dificuldade maior para crescer – quando elas conseguem sobreviver.

Pensando nisso, eu sempre que posso, crio alguns posts, tentando trazer as melhores ferramentas do mundo da Administração de uma maneira que fique mais fácil seu entendimento e principalmente sua aplicação. Uma ferramenta que eu considero muito importante é Quadro do modelo de negócios, essa ferramenta também pode ser encontrado pelo nome de Canvas. Ela foi criada por Alexander Osterwalder e deu origem ao livro Business Model Generation, publicado no Brasil pela Alta Books. O autor dessa ferramenta, criou a mesma, justamente para a popularizar e ajudar no desenvolvimento desse tipo de empresa.

Osterwalder, brilhantemente, cria uma ferramenta de fácil aprendizado, em que você consegue enxergar o modelo atual de negócios* de sua empresa (se ela já existe ou se ainda vai existir) e na sequência, consegue criar alterações para que esse negócios se torne mais inovador, consiga atingir um público que até então não era visto. Para tanto ele cria um design em que você consegue olhar sua empresa de uma maneira holística, desde os clientes até a maneira como você vai distribuir sua proposta de valor. Na foto acima, conseguimos visualizar os 9 itens que irão compor o Canvas.

Basicamente:

*Um Modelo de Negócios descreve a lógica de criação, entrega e captura de valor por parte de uma organização.

Essa ferramenta, proporciona um olhar para a empresa de uma maneira holística, entendendo de que maneira se está criando valor para um segmento de clientes, e de que maneira nessa criação, há uma captura de valor por parte da empresa.

Irei, nesse post, explicar o que analisar e de que maneira entender cada item – do total de 9 – que compõem o Canvas.

1. Segmento de Clientes

Os clientes são a razão da existência de toda e qualquer empresa, sem eles, nenhuma empresa sobrevive. Existe um ditado empresarial que diz: “Venda cura qualquer coisa”, logo, já dá pra entender o tamanho da importância. Para que acontece uma melhor satisfação, é necessário que se entenda exatamente quem são os seu clientes. Uma maneira de fazer isso é separar os clientes por grupos, em segmentos distintos, mais com necessidades, comportamentos e outros atributos em comum. Feito isso, a empresa consegue entender exatamente em qual segmento ela irá servir e qual ela irá ignorar.

Você desenvolver melhor sua ideia em relação a esse item respondendo as seguintes perguntas:

Para quem estamos criando valor?

Quem são nossos consumidores mais importantes (ou quem são os consumidores que são responsáveis por 80% da renda total da empresa?)

Atenção! grupos de cliente podem representar segmentos diferentes se tiver correspondência com algum dos itens abaixo:

a)Sua necessidades exigem e justificam uma oferta diferente;

b)São alcançadas por canais de distribuição diferentes;

c)Exigem diferentes tipos de relacionamento;

d)Têm lucratividade substancialmente diferentes;

e)Estão dispostas a pagar por aspectos diferentes de oferta.

Existem diversos tipos de segmentos de clientes, caba a cada empresa existente e aos futuros empreendedores pesquisarem e entenderem o seu especifico.

2. Proposta de Valor

A proposta de Valor é o motivo pelo qual os clientes escolhem a sua empresa em relação a seu concorrente ou vice versa. Ela deve resolver um problema ou satisfazer uma necessidade do consumidor. Cada proposta de valor é um pacote específico que supre as exigências de um Segmentos de clientes especifico. Nesse sentido, a Proposta de Valor é uma agregação ou conjuntos de benefícios que uma empresa oferece ao clientes.

Algumas Proposta de valor podem representar uma oferta inovadora. Outras podem ser similares a outras já existentes, mas com características e atributos adicionais.

Você desenvolver melhor sua ideia em relação a esse item respondendo as seguintes perguntas:

Que valor entregamos ao cliente?

Qual problema estamos ajudando a resolver?

Que necessidade estamos satisfazendo?

Que conjunto de produtos e serviços estamos oferecendo para cada Segmento de clientes?

Os valores podem ser qualitativos ou quantitativos, o importante é que ele sempre satisfaça uma necessidade de um segmento especifico, com uma combinação única. Vou descrer abaixo uma lista que pode contribuir para a criação de valor para seu cliente:

2.1 Novidade: Satisfazem conjuntos novos de necessidade (as vezes os clientes não sabiam que tinham); Nem sempre tem relação com tecnologia. Empresas como a brasileira Chili Beans, lançam semanalmente uma coleção de óculos, isso faz com que toda semana exista uma novidade, consequentemente acaba gerando mais procura e mais visitas as lojas e ao site, redes sociais, para que possam ver os lançamentos.

2.2. Desempenho: Maneira tradicional de criar valor é melhorar desempenho. Quando uma empresa decide tornar isso como o cerne de sua existência, ela precisa fazer alguns upgrades pontuais na maneira como ela entrega um produto ou serviço. Exemplo de empresas que fazem isso, são as empresas de smartphone. Quando eles fazem o lançamento de um aparelho, sua equipe de P&D(Pesquisa e Desenvolvimento) já está trabalhando para que o próximo aparelho tenha uma velocidade de processamento – ou desempenho geral – melhor e mais rápida do que o atual.

2.3. Personalização: Adequação de produtos e serviços as necessidades especificas de clientes individuais ou segmento de clientes

2.4. Design: Alguns produtos tem como design o ponto alto, ou sua proposta de valor. Exemplo de indústrias que usam muito isso, são as indústrias de moda, eletrônicos e até móveis.

2.5. Marca/Status: Clientes podem considerar valor o simples ato de usar uma marca especifica. Nesse caso o especifico o que deve acontecer é um trabalho de fortalecimento da marca ou Branding. Podemos entender que a Nike ou Apple tem sua proposta de valor focada nesse item, experimente tirar a etiqueta de um tênis da Nike ou tirar o símbolo da Apple de um device e em seguida tente vende-lo pelo mesmo preço, com toda certeza a dificuldade será muito maior do que se tivesse a marca estampada.

2.6. Preço: Oferecer valores similares por um preço menor. Empresas chamadas de talibã, tem seu foco nessa proposta de valor. Não é vergonha nenhuma atender a um público que é sensível a preços, existem empresas muito bem sucedidas com foco nesse proposta de valor. O interessante nesse item é focar no desenvolvimento de um benchmarking bem feito: se inspira nas melhores e faça na sua empresas com um custo e preço final menor. A Gol Linhas Aéreas, começou e se popularizou justamente com essa proposta de valor.

2.7. Redução de Custos: Ajudar clientes a reduzir custos. ZeroPaper.com, um serviço de assinatura em que você paga mensalmente um valor, e consegue criar um controle de contas a pagar e receber de sua empresa, de maneira fácil e simples, ao invés de comprar um software.

2.8. Redução de Riscos: Clientes valorizam a redução de riscos ao comprar produtos / serviços. Quando ao comprar um produto, você ofereça uma forma de minimizar riscos, está aumentando o valor psicológico sobre seu produto, pense em carros que dão 5 anos de garantia e em como criamos um viés positivo sobre essa mesma empresa.

2.9. Acessibilidade: Tornar produtos e serviços acessível à clientes é uma outra maneira de criar valor. Um exemplo é que você quer investir em imóveis, mas não tem dinheiro para comprar um, pensando nisso os bancos e corretoras de investimentos criaram os fundos imobiliarios, onde você compra uma cota e recebe a lucratividade sobre a sua cota.

2.10. Conveniência: Deixar produtos mais fáceis para usar. Qualquer empresa que olha algum serviço ou produto existente e decide por facilitar seu uso, está tendo isso como “valor”. Pense na maneira como ouvimos música, primeiro comprando vinil, depois fitas k7, depois Cd’s, depois Mp3 e hoje via streaming, esses serviços de streaming deixaram a maneira de ouvir música mais fácil, logo, mais conveniente.

Essas são sugestões de propostas de valor. Existem inúmeras, cada empresa pode criar a sua própria pensando exatamente em comover um segmento de público específico.

3. Canais

Falaremos desse item e de outros, no próximo post.

Sei que esse artigo ficou longo, mas, ficou longo o necessário para poder contextualizar e explicar o inicio da modelagem de negócios inovadores. Vou dividir esse post por partes, para ficar mais fácil o entendimento. Até o próximo.

 

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Fonte:

OSTERWALDER, Alexander, PIGNEUR, Yves. Business Model Canvas – Inovação em Modelos de Negócios. Um Manual para Visionários, Inovadores e Revolucionários. Rio de Janeiro: Alta Books, 2011.

 

Parem de glamourizar o empreendedorismo

Empreender é um verbo muito importante. E muito falado nos últimos anos, muitas vezes falado pelo motivo errado, por isso, precisamos ter uma conversa sobre.

 

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Para começo de conversa, vamos começar definindo o que é “Empreendedorismo”. Vamos buscar o conceito através do tempo. A primeira vez que se usou a palavra foi no Século XVII, na França, ela estava ligada a expedições militares e significava: “assumir empreitada que exigia esforço e muito empenho”. Desde então, o mundo mudou, tivemos menos guerra, a sociedade floresceu, com ela as necessidades, muitos negócios tiveram que ser criados e “empreendedorismo” continuou a ter o mesmo significado, mas, o foco mudava.

Com o advento da internet, na verdade, após  massificação da mesma, a criação de negócios deixou de ser exclusividade daquele que tinha muito dinheiro e passou a ser também uma opção para aqueles que tinham uma ótima ideia de negócios e agora, da sua casa, sem muito riscos, podiam usar a internet como meio de encontrar parceiros, um meio de distribuição, meio de vendas e até um meio de se comunicar com um público especifico.

Esse “novo mundo”que a internet possibilitou, fez com que surgissem pessoas interessadas em ganhar dinheiro fácil. Nesse grupo podemos criar duas sub-classificações :  (1) Pessoas espertas no mau sentido e (2)Pessoas que se acham espertas.

Definido o conceito – de empreendedorismo – , contextualizando-o “brevemente” e mostrando os arquétipos surgidos, agora responderemos a pergunta: Por que devemos parar de glamourizar o empreendedorismo?

Hoje em dia, o Empreendedor é aquele (a) que está disposto a tirar uma ideia de negócios da cabeça e coloca-la em prática, assumindo uma empreitada que exige esforço e muito empenho. Nessa simples definição, fica claro que um empreendedor é muito mais “ação” do que “pensamentos”.

O que acontece é que o arquétipo definido acima – (1) Pessoas espertas no mau sentido – viram nisso um filão: tirar o empreendedorismo do status de “mola propulsora” do desenvolvimento de negócio e transformá-lo em “moda”, criando um sentimento de urgência, onde você precisa participar, porque se não… você está por fora da tendência. E claro, transformando isso em moda, criação de nichos de mercado proliferam: cursos para te ensinar a empreender; para desbloquear a criatividade; para ser um high stakes (sim, usar termos em inglês valoriza); para ser um empreendedor serial etc etc.

E claro que todo o mercado acima citado é criado para atrair o arquétipo (2)Pessoas que se acham espertas, aquelas pessoas que acham que descobriram um filão e após investir alguns reais nesses cursos acima, estarão aptas a serem empreendedores.

Agora, vou ter contar uma real: ser empreendedor, seguindo o raciocínio, é aquela pessoa que vai tirar uma ideia do papel e transformar em ação, trocando em miúdos: ele é um empresário. Sim, diminui o glamour, não é mesmo?!

Eu, particularmente sou um fervoroso defensor de pessoas empreendedoras, mas, não gosto de tentar dizer que é fácil, porque dizer isso causa ansiedade e frustração, quando a pessoas estiver na empreitada e como todo negócio pode gerar perdas financeiras. Ser empresário iniciante, é entender que você vai trabalhar mais que todo mundo que você vai contratar, provavelmente não vai ter férias, muitas vezes vai ganhar um salário menor do que você imaginava, vai lidar com pressão o tempo inteiro, vai ter que ser o gerente-limpeza-produçao-compras-marketing-financeiro-RH e ainda vai ter um sócio oculto: o governo! (Por que, sim, você paga muito imposto como empresário, independente do seu ramo.)

Portanto, não são todas as pessoas que tem um perfil empreendedor. Se você não se enquadra nesse perfil, não se preocupe! Você não vai estar fora da moda, você pode continuar a se preparar e desenvolver sua função na empresa em que trabalha de uma maneira maior do que usualmente exigem de você, você pode empreender dentro da sua própria função: ser um intraempreendedor. (Escreverei sobre isso depois, ok?!)

P.S – Existem muitas coisas boas na internet (cursos) para quem quer empreender, mas, é necessário filtrar.

Mágica e Empreendedorismo: qual a ligação?

2017 começou a exatamente 17 dias. E para as empresas que estavam torcendo para que após a virada de calendário, houvesse uma mudança – quase que mágica – no ecossistema em que ela esta inserida, decepção! não aconteceu.

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Temos um problema muito grande na criação de empresas no Brasil e para entendermos, vamos separar os empreendedores em dois grupos: os empreendedores por oportunidade e os por necessidade.

Quem empreende por oportunidade, quase que em sua maioria são pessoas mais preparadas para enfrentar as dificuldades de se ter uma empresa. Além do conhecimento prático e técnico do negócio, também tem o conhecimento de gestão. Dessa maneira, conseguem criar estratégias e antever problemas e com certeza, fazer a empresa passar por menos dificuldade, impulsionando seu desenvolvimento.

Já o empreendedor por necessidade, geralmente é aquele pessoa que perdeu o emprego, tem um dinheiro em caixa e resolve “montar uma empresinha”para manter sua família e a si próprio. Esse empreendedor, possui o – muitas vezes mínimo – conhecimento técnico do negocio e zero conhecimento de gestão. E essa empresa, com certeza enfrentará muita dificuldade!

Adivinha qual das duas empresas, é a empresa que estava esperando a mágica? Pois é! Ponto para quem pensou no empreendedor por necessidade.

Decidi continuar esse blog (e pretendo trazer mais conhecimento de qualidade esse ano) para trazer ferramentas de gestão para aquele empreendedor por necessidade. As universidades muitas vezes pecam em fazer esse elo, trazer o conhecimento para quem realmente necessita. Torço para que um dia no Brasil, tenhamos uma educação empreendedora, desde o ensino infantil, para que sempre haja empresas prosperando e dependendo cada vez menos de mágica!

[REVIEW] Vai que dá

Sabe aquele livro que fala a verdade sobre ter uma empresa?  Essa é a definição do livro: Vai que dá. Em meio a tanta romantização, esse é um livro que mostra como é o mundo empreendedor, contado sobre o ponto de vista de dez outros empreendedores.

Assista o vídeo e entenda.

 

Livro baratíssimo e vale muito a pena tê-lo, para mai detalhes, clique aqui.

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Você tem controle sobre o seu desenvolvimento?

Sabe aquele frase “diga com quem anda, que direi quem és?”

Estudos comprovam – seus pais e seus avós já sabiam disso – que ela é verdadeira.

Não sei se essa frase deu origem a um estudo científico ou foi através do estudo científico que essa frase surgiu. Mas, o que posso afirmar com certeza, é que dessa vez, o pensamento empírico e o científico estão de acordo.

No vídeo abaixo, se vê claramente como nosso cérebro anseia por ser aceito em um determinado grupo, partindo para a imitação de comportamento, pura e simplesmente.

 

 

E isso, é a vida real. Fazemos isso o tempo todo.

Se você quer ser empreendedor? Começa a frequentar grupos que tenham empreendedores. Quer tirar notas melhores? Idem.

Você tem realmente um controle sobre o seu desenvolvimento? Total. Mas, é necessário reflexão.

Agora, basta entender o seu grupo social de referência e entender se esse “conformismo social” no qual você está inserido está te fazendo uma pessoa melhor – 360 graus – ou não. Com o perdão, caro leitor, mas encerrarei o post, com mais uma frase tirada da sabedoria popular: “quem quer ser águia, não anda com galinha”.