[REVIEW] Geração de Valor

“Desde que nascem, as pessoas são treinadas para agir de acordo com o senso comum. O ensino convencional as estimula a buscar segurança e não liberdade. Com medo de se arriscar, a maioria segue o fluxo da boiada e sonha pequeno, optando por conseguir um emprego estável e passar anos financiando a casa própria”, esse pequeno extrato do livro, escrito pelo próprio autor, mostra bem a essencial do livro.

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Ficou desde o seu lançamento, até hoje (28 de novembro de 2015), na lista dos livros mais vendidos do ano.

Também pudera, seu autor Flávio Augusto, é um empreendedor muito popular nas redes sociais, destaco a sua página no Facebook, onde ele compartilha aprendizados e como conseguiu ascender como um dos maiores empresários do Brasil, somente com muito suor, coragem e visão estratégica. Se você não curte sua página no Facebook, faça isso agora, existem raríssimas pessoas que se dispõem a fazer o que ele faz, de graça.

Não espere um livro padrão, nesse livro, temos muitas charges e figuras, fotos e a escrita dele é não linear. São textos separados, que podem ser lidos em qualquer ordem, sem afetar a compreensão. Talvez, esse formato, seja para amenizar a conteúdo do texto, que muitas vezes, são aquelas “broncas” que temos que levar para reagirmos! São essas “broncas” que precisamos escutar de vez quando, para acordarmos e não desviarmos de nossa rota ou até mesmo, começar uma nova.

Assim como eu, Flávio Augusto, é um profundo incentivador do empreendedorismo. Abrir empresas, por mais que seja difícil, é fugir do padrão que estamos acostumados a ouvir ser pregado aos quatro ventos: faça concurso, tenha estabilidade, arrume um emprego etc etc, além de ser uma maneira de criar e acelerar inovações, desenvolver uma cidade-estado-país, te dá um maior controle nos seu dia-a-dia, te possibilita maior chance de conseguir mais dinheiro e ainda contribuir com a geração de empregos.

Considero esse livro uma leitura obrigatória para todos que estão naquela fase de vida/profissional em que estão sem motivação para agir, realizando tudo de forma mecânica, é uma ode ao não-vitimismo e uma injeção de ânimo! Assim como qualquer remédio, tem efeitos colaterais, você pode achar ruim e não querer mais terminar a leitura, o importante, é que você fique com o vírus da inconformação e de um chute na acomodação!

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O que a venda da Topper e da “Candy Crush” nos ensinam sobre inovação

Para quem acompanha este blog a algum tempo, deve ter percebido minha ausência. Garanto para vocês que o motivo é justo, novas ideias estão surgindos e os projetor para 2016 começam a tomar forma. Mas, ainda estou firme mas metas de 2015! 😉

Não poderia deixar de comentar duas situaçoes que aconteceram recentemente no “admirável mundo dos negócios”. Na verdade as duas notícias foram divulgadas no mesmo dia: 03 de novembro.

A primeira notícia foi a de que a Alpargatas – empresa brasileira – vendeu a unidade de negócios dela, que compreende a Topper e Rainha. Os valores giraram em torno de R$48 milhões.

E a segunda notícia, foi a venda da King – empresa americana – que produz jogos para smartphones (o mais conhecido e rentável é o Candy Crush). Sabe o valor? Imagina?  Lá vai: US$5,9 bilhões!!!!!


A Topper/Rainha foi fundada em 1975 e a King em 2003. E a diferença de valor entre as duas é abissal! Uma vende commoditty, enfrenta uma concorrência acirrada, sofre com a crise, não consegue atingir um público massificado e tem uma escala pequena. Já a outra é ágil, inovadora, não enfrente crise, tem um público alvo diversificado, tem poucos concorrentes e cresce não em escala, mas de forma exponencial. Nem precisa dizer qual é qual, não é mesmo?!

Como poderíamos prever que em pouco tempo, veríamos isso, modelos de negócios on-line sobrepor conceitos até então estabelecidos, do mundo off-line?

Desses cases, tiramos a lição, que não importa a quantidade de capital que tivermos no momento, não importa a tecnologia que temos, o que realmente vai importar para conseguir uma boa lucratividade e perenidade, é a ideia e um ambiente inovador. O empreendedorismo está aí! Então, vai lá e faz. Bem vindo ao novo mundo.

A fé que move empreendimentos

Na Bíblia, o Apóstolo Paulo fala sobre “a evidência das coisas que não são vistas”, chamando de “atos de fé”. Se pegarmos essa colocação e pensarmos sobre o “ato de empreender”, podemos falar também, que esse é um ato de fé.

Nesse texto, diferentemente dos outros, vou falar sobre a dificuldade que é ser empreendedor, ou empresário, como a maioria das pessoas gosta de falar.

"A fé como wifi: é invisível, mas tem o poder de conectar você com o que você precisa." - Fonte - Pinterest
“A fé como wifi: é invisível, mas tem o poder de conectar você com o que você precisa.” – Fonte – Pinterest

Todos aqueles que estão no mundo do empreendedorismo entendem como empreender pode ser considerado um ato de fé. Para que qualquer tipo de empreendimento, qualquer tipo de negócio se mantenha ativo, vivo e pulsante, correndo dinheiro pelas suas veias, o empreendedor, dono e executor da ideia, precisa praticar diariamente, milhares de atos de fé, atos esses que envolvem principalmente, a capacidade de prever um futuro(!), que é mais incerto do que certo, sabendo que a realidade do mercado é cruel: seu público consumidor, pode levar seu empreendimento a falência amanhã, bastando que eles não apareçam mais para consumir seus produtos e serviços.

Como diria um excelente professor, que eu tive no meu MBA:  “O mercado é mal!”

Esse pensamento, vale para qualquer tipo de empresa! Seja aquela pipoqueiro da esquina, ou a mais sofisticada fábrica de aeronaves. Não há certeza alguma em qualquer tipo de empreendimento. Nada é garantido. Cada empresa está a apenas um pequeno passo da falência. Nenhuma empresa possui o poder de obrigar as pessoas a comprar aquilo que elas não querem. Todo e qualquer sucesso é – potencialmente – efêmero.

Aquele produto que é o campeão de vendas hoje, amanhã é o produto que ficará encalhado. Aquilo que parecia ser um investimento sólido e rentável, pode acabar se revelando apenas uma modinha, uma mania de curto prazo. Aquilo que, baseando-se no seu histórico de vendas, parece ser algo muito popular entre todos os públicos, pode, na verdade, ser um segmento de mercado já quase saturado.

Os empreendedores nunca podem descansar sobre “os louros da glória”.

Para podermos prever o futuro, criamos o “histórico de vendas e de receita”, uma estatística que nos dá apenas um olhar para o passado, e nada mais do que isso. O futuro nunca é visto com claridade. O desempenho do passado não é uma garantia de sucesso futuro; é simplesmente uma coleção de dados que nada pode nos dizer sobre o futuro.

Se o futuro por acaso for igual ao passado, ainda assim as probabilidades de serem piores existem. Da mesma forma que a probabilidade de uma moeda lançada dar coroa não aumenta só porque os últimos cinco resultados também deram coroa.

Mesmo com a completa ausência de um roteiro, o empreendedor tem de agir como se conseguisse ver alguma coisa positiva no futuro. Ele tem de contratar empregados, adquirir matéria prima para produzir, pagar por ambos antes mesmo de os bens produzidos serem levados a venda e gerarem o primeiro lucro.

E há outro grande problema: não há maneiras de se testar as causas do sucesso simplesmente porque não há como controlar perfeitamente todos os fatores e variáveis importantes. Algumas vezes nem mesmo os empreendimentos de maior sucesso sabem exatamente por que seus produtos vendem mais que os de seus concorrentes. Será o preço? A qualidade? O status? A geografia? A promoção? As associações psicológicas que as pessoas fazem com o produto(marketing)? O quê mais pode ser?

Ainda na década de 1980, por exemplo, a Coca Cola decidiu alterar sua fórmula, chamando de New Coke. O resultado foi uma péssimo. Os consumidores não gostaram, ainda que os testes de sabor tenham comprovado que as pessoas preferiam o novo sabor ao antigo. Recentemente, a emissora Globo, tentando alavancar o horário nobre, convocou uma legião de atores e atrizes consagradas, deu liberdade ao autor da novela para que ele pudesse fazer uma novela diferente, e mesmo com as pesquisas indicando que ela ia ser um sucesso, não está sendo.

O que diferencia um empreendedor de sucesso das outras pessoas é especificamente o fato de que ele não se deixa guiar por aquilo que foi ou por aquilo que está sendo, mas, sim, porque ele organiza seus negócios com base em sua opinião sobre o futuro. Ele vê o passado e o presente da mesma forma que as outras pessoas. Mas, ele julga o futuro de maneira diferente.

Fonte: Pinterest
Fonte: Pinterest

Há milhares de motivos para que um ato de empreendedorismo seja apenas uma ideia passageira. E em contrapartida, existe apenas um – bom – motivo para que ele ocorra: esses empreendedores, por terem uma capacidade e uma coragem maior, estão dispostos a dar o “salto de fé” necessário para testar suas ideias e teorias contra o futuro incerto.

Nesse “ato de fé”, acreditando nas evidências do que não é vida que os empreendedores impulsionam nosso planeta – país – cidade – bairro, movimentam nossa economia, mudam padrões de vida e melhoram a vida de bilhões de pessoas. Que esse ato de fé seja cada vez mais praticado, para o nosso bem. Amém.

[REVIEW] Criatividade S.A.

Um dia estava eu em uma livraria dando uma olhada nos livros na seção de Administração e Economia, quando encontro um livro com Buzz Lightyear na capa, o nome do livro era: Criatividade S.A.  Sou muito fã dos filmes da Pixar, (tanto que no meu casamento, uma das músicas escolhidas foi You belong together) e com certeza, assim como muitos da minha geração, o primeiro filme de animação computadorizada que assisti foi Toy Story, por isso a capa me chamou atenção. Comprei!

Publicado aqui no Brasil pela editoa Rocco, é uma mistura de livro negócios com um autobiografia profissional. Ed Catmull, CEO da Pixar Animation e Disney Animation foi quem decidiu criar esse livro e com ele, provou que além de um Administrador, ele é um escritor fora de série.

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Gosto de ler tudo relacionado com empreendedorismo e negócios, se misturado com cultura pop, muito melhor! E nesse livro, tudo isso é feito com louvor: não faltam descrições de como foram feitos vários filmes da Disney e da Pixar e nesses mesmos exemplos podemos aprender técnicas empresariais de como foi construída a cultura de empreendedorismo e criatividade dessas empresas que perdura até os dias de hoje.

Ed Catmul, desde sua infância era muito fã da Disney e seu sonho, era poder criar filmes de animação por computador. O grande problema é que nessa época não existiam computadores com grandes processadores e memória, e muito menos maneiras de realizar filmes da maneira como ele queria, mas, nada disso foi motivo para impedir esse sonho se tornar realidade.

Na caminhada por esse empreendimento, Ed se formou em computação gráfica e nesse caminho conheceu John Lasseter (que viria a ser mais tarde o Diretor Criativo de vários filmes da Pixar e posteriormente da Disney). E nesse mesmo caminho, após o sucesso que foi Star Wars, o ilustre George Lucas criou a Lucasfilm Computer Graphics Group e contratou os melhores nessa área: Ed e Johh. Eles ficaram nessa empresa, até a mesma ser adquirida por Steve Jobs(que decidiu investir em uma área diferente, após ser afastado do conselho da Apple).

Ed, Steve e John.  (Fonte: http://www.computerhistory.org/revolution/computer-graphics-music-and-art/15/213/613)
Ed, Steve e John.
(Fonte: http://www.computerhistory.org/revolution/computer-graphics-music-and-art/15/213/613)

O desejo de mudar o mundo foi o que uniu John, Ed e Steve. Cada um a sua maneira, mas com mudanças e sonhos efetivos e reais. É muito inspirador ver que os três passaram por muitas dificuldades, mas cada um tinha a sua meta bem definida e apesar de todos os reveses que passaram, conseguiram efetivamente realizar a mudança que tanto queriam: Jobs foi imortalizado pela quantidade de revoluções tecnológicas que trouxe ao mundo, e John e Ed, pela maneira como mudaram o mundo de animação gráfica com seus filmes que nos trazem tantas memórias e alegrias na hora que assistimos.

Para ser possível existir a Pixar e até mesmo a Apple como conhecemos, foi necessário muitos erros, prejuízos e persistência. Existem várias teorias utilizadas nessa empreitada, mas, como isto é uma review e não a cópia ipsi-litteris do livro, destaco a seguir algumas teorias que considero essencial e facilmente aplicáveis. Podemos utilizar em nossas empresas e vidas, duas maneiras da Pixar resolver alguns de seus reveses: (1) quando ocorre problemas na empresa – sim, se não ocorreu ainda, irá ocorrer, ninguém esta livre disso – não fique procurando por culpados, primeiro porque vai haver muito tempo e esforço investido na coisa errada, o foco deverá ser a resolução do problema e criar uma maneira de não ocorrer aquele problema novamente, ou ao menos diminuir seu impacto. Problemas grande ou pequenos são basicamente iguais. (2) Catmull era muito fã do modelo Toyota de produção, modelo que resumidamente, quando acontece algum tipo de problema, qualquer um tem autonomia para parar a linha de produção e não aumentar esse problema, ao contrário, resolvê-lo. Parece óbvio, mas conheço muitas empresas, que somente o Gerente ou dono, tem autonomia para resolver ou parar a produção quando acontece algum tipo de problema.

Conforme a leitura vai fluindo, vamos chegando ao âmago da questão de como foi criada a cultura da Pixar. Ed, no livro nos dá uma pista: qualquer que seja a nossa meta, seja como empreendedor ou como pessoa, passaremos por muita complexidade e ele fala uma coisa que eu considerei essencial: não existe uma fórmula certa para o sucesso! (Ainda que vários “gurus” insistam no contrário), com isso em mente, precisamos ter criatividade para superar as forças invisíveis que ficam no caminhos da verdadeira inspiração.

[Review] A revolta de Atlas

A Revolta de Atlas, foi publicado pela primeira vez em 1957, e no Brasil apenas em 1987. A autora, Ayn Rand é natural da Russia, e este livro, é considerado por muitos críticos a obra prima de ficção dessa autora.

No Brasil, ele foi publicado inicialmente como “Quem é John Galt?” e em 2010, foi relançado com o nome de “A revolta de Atlas”(divido em 3 livros).  A autora utiliza uma narrativa recheada de romance e mistérios para mostrar questões filosóficas, políticas e econômicas.

Ele é considerado o livro mais influente dos Estados Unidos, depois da Bíblia.

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Introdução – Livro 1

Acabei de ler o primeiro livro, achei ele tão bom que resolvi que tinha que compartilhar agora minhas impressões, antes mesmo de terminar a trilogia. Portanto, os comentários se restringirão a mitologia do primeiro livro.

Inicialmente, a autoria nos mostra de uma forma romanceada, a história de grandes empreendedores, destacando dois personagens como protagonistas: Dagny Taggart, que é a herdeira de uma empresa ferroviária; Hank Hearden, um empresário dono de uma siderúrgica, que inventa um novo metal, batizado de Hearden(mais forte, mais leve e mais resistente do que o aço). Os dois juntos começam a revolucionar o mundo em que vivem, para melhor.

Porém, ao longo da leitura, vamos percebendo que esses empreendedores, começam a sofrer muitas retaliações por parte do governo. Retaliações por terem boas idéias, produzirem riqueza para eles, para os funcionários, sociedade e governo.

Os dois personagens principais, são exímios administradores, têm ideias, executam e conseguem exito comercial. E, o governo, decidi taxar essas boas ideias, boicotando indiretamente a produção, dizendo que é papel deles “regular o mercado” e “não deixar que ocorra uma concorrência desleal”. Qualquer semelhança com a realidade, não é mera coincidência.

Começamos a perceber que já no livro 1, já descobrimos o porque do nome: quanto mais ideias eles tem, quanto mais eles produzem e quanto mais a sociedade se beneficia, mais o peso do mundo começa a sobrecarregar sobre eles (na forma de impostos e medidas do governo), fazendo com que em algum momento, eles resolvam se rebelar, com o sistema.

(Na mitologia Grega, Atlas é um dos titãs, ele foi condenado por Zeus, para sustentar os céuas para sempre.)

Começa a se perceber que, no livro, a política social que inicia o desenvolvimento naquele mundo, vai destruir a iniciativa pessoal, porque ela é contra a lucratividade, e consequentemente o mundo entrará em colapso.

O livro é usado por Ayn Rand para desenvolver o Objetivismo, teoria onde defende o Capitalismo, o Individualismo e o Racionalismo, e mostra os erros da regulação excessiva do governo e de políticas socialistas e assistencialistas.

 

Primeiras impressões

Frase de Ayn Rand
Frase de Ayn Rand

Gosto muito de ler, seja ficção ou não ficção. Sou muito ligado com empreendedorismo, e quando comecei a ler esse livro, já gostei desde a primeira linha: filosofia, mistério, gestão, biografias de grandes empreendedores – ainda que fictícios – politica, tudo dosado na medida certa.

O livro é excelente porque mostra as ideias erradas do socialismo e os de governo que beiram a isso: com muita regulamentação na economia, e muito assistencialismo. O empreendedorismo, as boas ideias e o lucro são mostrados como a força que impulsiona a sociedade, o ser humano, levando todos a prosperidade.

Tem como não concordar?

 

Natura e MIT fomentando o empreendedorismo

 

A Natura é uma empresa brasileira de cosméticos, fragrâncias e higiene pessoal. Difícil não conhece-la. Antes que me perguntem, não sou consultor da Natura e esse post não é patrocinado.

Recebi um email falando sobre o Natura Campus Media Lab, a principio, achei que fosse spam. Porém, recebi uma ligação me convidando para participar desse evento fantástico! E resolvi fazer esse post, para incentivar todos os empreendedores que leem esse blog a participar também!

Para inicio de conversa, eu vou apresentar o projeto Natura Campus. O conceito dele é criar um “espaço de colaboração e construção de relacionamento com instituições de ciência e tecnologia, empresas e empreendedores, permitindo que todos colaborem para a geração de inovação e valor compartilhado” e o objetivo é “Promoção de parcerias e conexão em redes para desenvolvimento de novas ideias, conhecimentos, produtos e serviços, fortalecendo e ampliando o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação.” Palavras da própria Natura.

O vídeo acima fala de uma forma simples e descomplicada, o motivo pelo qual o Natura Campus foi criado. A ideia é sensacional! Esse tipo de ação é extremamente positivo para a empresa que o cria, para os participantes dos projetos e para a própria sociedade.

Agora, o evento que eu falei no começo do texto, é ainda mais empolgante que o próprio Natura Campus. Falo e digo porque nesse projeto(Natura Campus Media Lab), tem a participação do MIT (Massachusetts Institute of Technology), um dos centros de referência mundial em inovação, design, ciência e tecnologia do mundo.

Se você tem ideias sobre como a tecnologia pode unir o produto ao ambiente virtual para ampliar a experiência do consumidor? Envie sua proposta para participar do Hackathon Media Lab Natura Campus! Os selecionados serão divulgados em 04 a 06 de agosto, eles irão participar de uma maratona de criação e desenvolvimento da ideia inicial, na sede da Natura, com a presença de pesquisadores do MIT, e finalmente, as 2 melhores ideias, irão parar nos Estados Unidos, no MIT! Não só as idéias, mas os criadores delas! 😉

Para informações adicionais, acesse o site: http://www.naturacampus.com.br/cs/naturacampus/desafio/hackathon-natura-campus-media-lab

Sai da rotina, empreenda e aprenda!

 

Mortalidade das empresas e o auto conhecimento.

Aqui no Brasil, muitas micro e pequenas empresas não sobrevivem aos seus cinco primeiros anos de vida, esse “muitas” significa algo em torno de 53% a 65%. É um índice grande de mortalidade, um número preocupante.

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Cada empresa que fecha, é um montante de capital investido sem retorno, que provoca um efeito em cadeia, trazendo um prejuízo para todos os envolvidos: funcionários, fornecedores, clientes e principalmente os empreendedores.

Mas, o que leva uma empresa ao fracasso? São muitas as razões, vamos citar algumas: falta de conhecimento do mercado, paixão excessiva (quando você imagina uma oportunidade, e cria um relacionamento utópico, ignorando qualquer aviso de que essa idéia não trará resultados), falta de controle financeiro e uma falta de conhecimento das habilidade necessárias para empreender.

Sei que todos os itens acima são citados em bastante artigos, por consultores…e é claro que são importantes. Mas, nesse texto, focaremos no “autoconhecimento das habilidades”, que é, na minha opinião, a que deveria ser a primeira a ser observada.

Toda pessoa que quer ter seu próprio negócio, tem que desenvolver algumas habilidades necessárias para o bom andamento do seu “investimento”. Isso envolve, primeiro de tudo, uma introspecção, uma viagem pra dentro de si mesmo.

As habilidades que devem ser buscadas, são esta:

Habilidades de negociação – como eu negocio prazos? como eu consigo descontos? eu sou bom ou ruim? Eu gosto de fazer isso? Sou muito competitivo?

Hábitos – entender quais hábitos eu preciso mudar, conhece minhas deficiências, tenho hábitos que prejudicaram a condução do negócio? Sei como criar e manter novos hábitos?

Empreendedorismo – saber estar atento a novas oportunidade, consigo pensar a longo prazo? Sei adiar recompensas?

Inteligência emocional – Sei que não posso ser dominados pela emoção? que devo ter um domínio sobre elas?

Administração do tempo – sou uma pessoa que vive correndo, sem tempo pra nada?

Liderança – que tipo de líder eu sou, sou muito permissivo, mando de mais, mando de menos, sei dar um feedback, sei elogiar?

É importante saber que uns nascem com algumas dessas habilidades mais desenvolvidas que os outros, mas qualquer uma delas, é possível o “treino” para o desenvolvimento desejado. Porém, para que esse treino ocorra, é imprescindível saber em qual delas você é melhor ou pior.

Pense nisso! A economia agradece e seu investimento também.