A fé que move empreendimentos


Na Bíblia, o Apóstolo Paulo fala sobre “a evidência das coisas que não são vistas”, chamando de “atos de fé”. Se pegarmos essa colocação e pensarmos sobre o “ato de empreender”, podemos falar também, que esse é um ato de fé.

Nesse texto, diferentemente dos outros, vou falar sobre a dificuldade que é ser empreendedor, ou empresário, como a maioria das pessoas gosta de falar.

"A fé como wifi: é invisível, mas tem o poder de conectar você com o que você precisa." - Fonte - Pinterest
“A fé como wifi: é invisível, mas tem o poder de conectar você com o que você precisa.” – Fonte – Pinterest

Todos aqueles que estão no mundo do empreendedorismo entendem como empreender pode ser considerado um ato de fé. Para que qualquer tipo de empreendimento, qualquer tipo de negócio se mantenha ativo, vivo e pulsante, correndo dinheiro pelas suas veias, o empreendedor, dono e executor da ideia, precisa praticar diariamente, milhares de atos de fé, atos esses que envolvem principalmente, a capacidade de prever um futuro(!), que é mais incerto do que certo, sabendo que a realidade do mercado é cruel: seu público consumidor, pode levar seu empreendimento a falência amanhã, bastando que eles não apareçam mais para consumir seus produtos e serviços.

Como diria um excelente professor, que eu tive no meu MBA:  “O mercado é mal!”

Esse pensamento, vale para qualquer tipo de empresa! Seja aquela pipoqueiro da esquina, ou a mais sofisticada fábrica de aeronaves. Não há certeza alguma em qualquer tipo de empreendimento. Nada é garantido. Cada empresa está a apenas um pequeno passo da falência. Nenhuma empresa possui o poder de obrigar as pessoas a comprar aquilo que elas não querem. Todo e qualquer sucesso é – potencialmente – efêmero.

Aquele produto que é o campeão de vendas hoje, amanhã é o produto que ficará encalhado. Aquilo que parecia ser um investimento sólido e rentável, pode acabar se revelando apenas uma modinha, uma mania de curto prazo. Aquilo que, baseando-se no seu histórico de vendas, parece ser algo muito popular entre todos os públicos, pode, na verdade, ser um segmento de mercado já quase saturado.

Os empreendedores nunca podem descansar sobre “os louros da glória”.

Para podermos prever o futuro, criamos o “histórico de vendas e de receita”, uma estatística que nos dá apenas um olhar para o passado, e nada mais do que isso. O futuro nunca é visto com claridade. O desempenho do passado não é uma garantia de sucesso futuro; é simplesmente uma coleção de dados que nada pode nos dizer sobre o futuro.

Se o futuro por acaso for igual ao passado, ainda assim as probabilidades de serem piores existem. Da mesma forma que a probabilidade de uma moeda lançada dar coroa não aumenta só porque os últimos cinco resultados também deram coroa.

Mesmo com a completa ausência de um roteiro, o empreendedor tem de agir como se conseguisse ver alguma coisa positiva no futuro. Ele tem de contratar empregados, adquirir matéria prima para produzir, pagar por ambos antes mesmo de os bens produzidos serem levados a venda e gerarem o primeiro lucro.

E há outro grande problema: não há maneiras de se testar as causas do sucesso simplesmente porque não há como controlar perfeitamente todos os fatores e variáveis importantes. Algumas vezes nem mesmo os empreendimentos de maior sucesso sabem exatamente por que seus produtos vendem mais que os de seus concorrentes. Será o preço? A qualidade? O status? A geografia? A promoção? As associações psicológicas que as pessoas fazem com o produto(marketing)? O quê mais pode ser?

Ainda na década de 1980, por exemplo, a Coca Cola decidiu alterar sua fórmula, chamando de New Coke. O resultado foi uma péssimo. Os consumidores não gostaram, ainda que os testes de sabor tenham comprovado que as pessoas preferiam o novo sabor ao antigo. Recentemente, a emissora Globo, tentando alavancar o horário nobre, convocou uma legião de atores e atrizes consagradas, deu liberdade ao autor da novela para que ele pudesse fazer uma novela diferente, e mesmo com as pesquisas indicando que ela ia ser um sucesso, não está sendo.

O que diferencia um empreendedor de sucesso das outras pessoas é especificamente o fato de que ele não se deixa guiar por aquilo que foi ou por aquilo que está sendo, mas, sim, porque ele organiza seus negócios com base em sua opinião sobre o futuro. Ele vê o passado e o presente da mesma forma que as outras pessoas. Mas, ele julga o futuro de maneira diferente.

Fonte: Pinterest
Fonte: Pinterest

Há milhares de motivos para que um ato de empreendedorismo seja apenas uma ideia passageira. E em contrapartida, existe apenas um – bom – motivo para que ele ocorra: esses empreendedores, por terem uma capacidade e uma coragem maior, estão dispostos a dar o “salto de fé” necessário para testar suas ideias e teorias contra o futuro incerto.

Nesse “ato de fé”, acreditando nas evidências do que não é vida que os empreendedores impulsionam nosso planeta – país – cidade – bairro, movimentam nossa economia, mudam padrões de vida e melhoram a vida de bilhões de pessoas. Que esse ato de fé seja cada vez mais praticado, para o nosso bem. Amém.

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