[Review] Como falar em público


Uma competência essencial a todos, empreendedores ou não: falar bem.

Falar bem significa muito mais do que usar palavras complicadas, vocabulário rebuscado ou muito técnico.

Fala bem, aquele que utiliza de uma linguagem clara e concisa. Linguagem que seja adaptada a cada público que se deseja atingir. Fala bem, aquele que consegue persuadir(convencer suavemente), e causar uma boa impressão da empresa/causa que esteja representando.

Parece fácil, mas, nós enquanto ouvintes, sabemos a dificuldade disso! Quantas situações que vivemos em que sentimos uma vergonha alheia do orador(seja em uma grande platéia ou discurso para uma pessoa). Garanto, que passou pelo sua cabeça, caro leitor, várias situações. Ou até mesmo, pensamos em momentos que nossa apresentação foi um verdadeiro fiasco!

A pergunta que todos fazem: como falar em público?
A pergunta que todos fazem: como falar em público?

 

Para evitar tudo isso, hoje, o livro que comentaremos se chama: Como falar em público. Escrito pelo Professor Izidoro Blikstein, que leciona na USP e FGV, em disciplinas ligadas a comunicação. (Tive o imenso prazer em tê-lo como professor).

O livro é dividido em oito capítulos, é una leitura super agradável. Livro para se ler em um dia, mas com lições muito valiosas para a carreira de qualquer um. Vamos as lições do livro!

Os dois primeiros capítulos, são dedicados a introdução: nele, começamos a perceber a importância de conseguir se comunicar com clareza. O autor, para ilustrar melhor, coloca um situação em que um funcionário de uma empresa, pego de surpresa, tem que fazer o lançamento de um projeto, nesse lançamento, ele faz tudo que um orador não deve fazer, não adapta o discurso para o público, usa muitos cacoetes, é prolixo, ou seja, tem um discurso catastrófico.

Nos cinco próximos capítulos, ele fala sobre o que ele chama de “Os 5 pontos de honra da comunicação”. São eles: Planejamento, ficha mental e ensaio; Persuasão; Fala, expressão corporal e recursos audiovisuais; Estilo; Domínio do cenário/cliente.

Vamos fazer um breve resumo/comentário de cada item, acompanhe:

 

Além de ler esse excelente livro, tive o prazer de aula e aprender na prática com o autor! Aí a prova!
Além de ler esse excelente livro, tive o prazer de aula e aprender na prática com o autor! Aí a prova!

Quando se fala em Planejamento, ficha mental e ensaio, nada mais é do que o primeiro passo de cada fala que teremos que fazer. Seja uma aula ou um discurso político. Nessa etapa, deve se fazer um minucioso estudo de como abordaremos o assunto. Faz-se um breve resumo(ficha mental), e em seguida, muito ensaio(pode ser falando em voz alta, gravando e assistido, ou com alguns amigos ou família).

Depois de analisar e ter o discurso pronto, é preciso verificar se existe persuasão. O significa dessa palavra, como citado anteriormente, é convencer suavemente. Para que isso ocorre, nossa fala deve estar com muita convicção e segurança, ter empatia(devemos nos sentir no lugar de nossa platéia), e em todo momento, passar credibilidade.

No terceiro ponto de honra, é o momento de saber se utilizaremos algum recurso audiovisual(slides, vídeos, músicas, dinâmicas…), depois de escolhido, é claro, preparar de forma adequada, tendo em mente, os dois pontos de honra, já comentados. Também deve se prestar atenção na expressão verbal, saber mudar a entonação em horas necessárias, e de maneira alguma, fica em um só tom de voz! Ter uma boa dicção também é importante! Por último, e não menos importante, a expressão corporal também deve ser observada.

Estilo – aqui, a atenção deve ser voltada para a escolha das palavras. Deve se fazer uma correção gramatical, seja do discurso falado e do escrito. Um erro de ortografia, pode tirar sua credibilidade.
Cuidado com a prolixidade, já diz o ditado, “não é de muito falar, que será ouvido.” Procure ser sucinto e breve, respeitando o seu tempo determinado e é claro, adeque o seu discurso no nível do seu público.

Para finalizar os pontos de honra, temos o Domínio do cliente/cenário.
Aqui, o autor nos mostra maneiras de conseguir interagir com o público. Quanto mais próximo eles sentirem que nós estamos deles, mais nossa mensagem tende a chegar. Nossa percepção deve ficar ligada o tempo todo, para poder esclarecer dúvidas, dar exemplos é saber ouvi-los.
Se houver necessidade, deve se chamar a atenção de alguma pessoa de uma forma prestativa e delicada, de forma a não ofender e nem envergonhar.

O autor termina o livro, dando exemplos de precauções que devemos tomar. E frisando, mais uma vez, a importância do planejamento.

Percebam que todos os itens estão interligados. Só é possível ter um bom discurso, se seguirmos todos esses passos.

Esperamos que esse post faça uma contribuição pela melhora de discursos! E como vocês devem ter percebido, o livro é um ótimo investimento!

Bons discursos!

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